SINTET

Professores vão deliberar sobre estado de greve devido à demora no PCCR da Educação

Sindicato cobra urgência na análise do plano após mais de um ano de debates.

Por Redação 3.723
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17/09/2025 14h45 - Atualizado há 10 meses
Profissionais da educação vão avaliar encaminhamentos do plano

Notícias do Tocantins – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) convocou os profissionais da rede estadual para uma assembleia online nesta quarta-feira (17), com foco nos encaminhamentos do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR). O encontro será realizado pela plataforma Zoom, e o link de acesso será disponibilizado pelas diretorias regionais do sindicato.

O governo estadual havia se comprometido a enviar o projeto à Assembleia Legislativa até esta terça-feira (16 de setembro). Mesmo diante da recente mudança de gestão, o Sintet reforçou a cobrança pela manutenção do acordo firmado, defendendo que o PCCR seja tratado como uma política de Estado, e não de governo.

Durante a assembleia, a categoria poderá deliberar sobre a possibilidade de decretação de estado de greve caso não haja avanços concretos.

Na última reunião com o Sintet, realizada em 12 de setembro, o novo secretário de Educação, Hércules Jackson, comprometeu-se a priorizar os encaminhamentos do PCCR.

O presidente do Sintet, José Roque, ressaltou a urgência no andamento do plano e destacou que a pauta da assembleia também contempla a regulamentação da lei sobre formação de professores — especialmente a liberação para capacitação — e a defesa da eleição direta para diretores de escola, entre outros pontos.

“Solicitamos uma reunião com a nova secretária da Casa Civil, que já conhece o PCCR, para debater junto com a Seduc e o governo qual será o encaminhamento do plano agora. Precisamos discutir com quem estiver à frente do governo, porque se trata de um projeto de Estado, que deve ser respeitado independentemente da gestão”, afirmou Roque.

Ele ainda lembrou que o PCCR vem sendo debatido há mais de um ano, incluindo discussões sobre orçamento, financiamento e enquadramento do Estado na Lei de Responsabilidade Fiscal. “É um debate amadurecido, e precisamos que ele avance o quanto antes”, concluiu.

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