Principal ponto da reivindicação é a correção de distorções em relação aos demais poderes.
Notícias do Tocantins - Representantes de quase 20 entidades classistas intensificaram a pressão sobre o Governo do Tocantins e protocolaram, nesta segunda-feira (26), um ofício na Secretaria Executiva da Governadoria exigindo medidas imediatas do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). O documento reúne uma pauta ampla de reivindicações do funcionalismo estadual, incluindo a revisão da tabela de progressão funcional do Quadro Geral, a atualização do auxílio-alimentação e o reajuste de diárias e salários de diversas categorias.
No ofício, as entidades apontam que as remunerações e os direitos de carreira dos servidores do Executivo estadual estão defasados em relação a outros poderes e instituições, como Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas, Defensoria Pública e Ministério Público. Segundo os representantes, a disparidade afeta principalmente os servidores do Quadro Geral, que concentram o maior número de trabalhadores do Estado.
A mobilização é considerada ampla e unificada, reunindo sindicatos de diferentes áreas da administração pública. O documento é assinado por dirigentes de entidades como o Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe-TO), SINDIFISCAL (Auditores Fiscais), SINFITO (Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais), SINJUSTO (Servidores da Justiça) e SINDAGRO (Agropecuária), entre outras, evidenciando que a insatisfação com a política remuneratória alcança setores que vão da saúde à fiscalização.
Segundo as lideranças sindicais, o principal ponto da reivindicação é a correção de distorções na carreira dos servidores regidos pela Lei de 2012. De acordo com as entidades, os interstícios de três anos previstos na legislação tornam inviável o alcance do topo da carreira, ferindo o princípio da isonomia quando comparados aos servidores admitidos antes da vigência da norma. No documento, os sindicatos solicitam providências urgentes para a equiparação da tabela de progressão, além do reajuste das diárias, do auxílio-alimentação e de um reajuste salarial efetivo.
As entidades também destacam a defasagem dos valores pagos a título de diárias, apontando que a situação compromete o desempenho de atividades que exigem deslocamentos frequentes, além de gerar desequilíbrio entre as carreiras. O pedido inclui ainda a extensão isonômica do auxílio-alimentação aos servidores do Quadro Geral, em patamar equivalente ao já praticado em outras classes do serviço público estadual.
As lideranças afirmam que o atendimento das reivindicações vai além da valorização corporativa e tem impacto direto na qualidade dos serviços prestados à população. No ofício, os sindicatos sustentam que a valorização dos servidores contribui para o fortalecimento da administração pública, com ganhos em eficiência, transparência e resultados para a sociedade tocantinense.
O documento foi recebido pelo Governo do Estado sob o protocolo nº 1086, e a gestão estadual informou que deverá analisar os impactos orçamentários das demandas. As entidades signatárias, entre elas a Força Sindical e a FESSERTO, afirmaram que permanecem abertas ao diálogo e aguardam um posicionamento oficial do Palácio Araguaia.