Relatório sobre hospital é estarrecedor; servidores descansam no chão, UTI é improvisada e já teve até barata na alimentação

Por Redação AF
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27/05/2014 08h20 - Atualizado há 1 mês
<span style="font-size:14px;">O N&uacute;cleo de A&ccedil;&otilde;es&nbsp;Coletivas da&nbsp;</span><span style="font-size:14px;">Defensoria P&uacute;blica do Tocantins </span><span style="font-size:14px;">e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal realizaram vistoria no Hospital Dona&nbsp;Regina, em Palmas (TO), com o objetivo de aferir in loco as condi&ccedil;&otilde;es estruturantes&nbsp;do local, mediante a situa&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de p&uacute;blica do Estado, onde s&atilde;o constantes&nbsp;as reclama&ccedil;&otilde;es de falta de insumos, profissionais, rem&eacute;dios e m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de&nbsp;trabalho.<br /> <br /> O Defensor P&uacute;blico e o Procurador Federal foram recebidos pela equipe de&nbsp;enfermagem do Centro Obst&eacute;trico que relataram v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es:<br /> <br /> As constata&ccedil;&otilde;es s&atilde;o estarrecedoras. Confira:&nbsp;<br /> <br /> <u><strong>Ambiente de Trabalho</strong></u><br /> <br /> &ldquo;N&atilde;o existe um ambiente de estar adequado, os servidores dormem no ch&atilde;o da&nbsp;sala cir&uacute;rgica em colch&otilde;es de tecido, indo de encontro as Normas de&nbsp;Regulariza&ccedil;&atilde;o dos profissionais da &aacute;rea de sa&uacute;de &ndash; NR 32; falta de ventila&ccedil;&atilde;o&nbsp;na central de material e esteriliza&ccedil;&atilde;o do hospital, os profissionais que&nbsp;trabalham no local n&atilde;o contam com ambiente de trabalho adequado, por exemplo&nbsp;n&atilde;o tem cadeira, bem como equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual. A falta de&nbsp;ventila&ccedil;&atilde;o prejudica a manuten&ccedil;&atilde;o de materiais e instrumentos cir&uacute;rgicos, n&atilde;o&nbsp;se podendo garantir a esteriliza&ccedil;&atilde;o do material e que pode ocasionar as&nbsp;infec&ccedil;&otilde;es hospitalares. Houve ainda relatos da exposi&ccedil;&atilde;o dos servidores que&nbsp;utilizam a m&aacute;quina de Raio-X, uma vez que ela &eacute; deslocada constantemente para&nbsp;a UTI para ser utilizada em rec&eacute;m-nascidos&rdquo;, apontou o relat&oacute;rio.<br /> <br /> <u><strong>Contrata&ccedil;&atilde;o Tempor&aacute;ria</strong></u><br /> <br /> Ainda segundo o relat&oacute;rio, os profissionais contratados n&atilde;o recebem&nbsp;insalubridade, adicional noturno e n&atilde;o h&aacute; regularidade de f&eacute;rias. Os&nbsp;profissionais que trabalham no Centro Obst&eacute;trico n&atilde;o recebem bonifica&ccedil;&atilde;o&nbsp;destinada &agrave;queles que atuam nas urg&ecirc;ncias e emerg&ecirc;ncias.<br /> <br /> <strong><u>UTI</u></strong><br /> <br /> O documento tamb&eacute;m aponta que: <em>&ldquo;Dentro do Centro Cir&uacute;rgico existe uma &ldquo;UTI&nbsp;improvisada&rdquo;, onde ficam v&aacute;rios beb&ecirc;s entubados, sem a observ&acirc;ncia das normas&nbsp;regulamentares, aguardando vagas de UTI, n&atilde;o h&aacute; qualquer controle de fluxo.&nbsp;Ainda h&aacute; a falta de tubos endotraqueal, m&aacute;scaras, o que pode levar os&nbsp;pacientes a &oacute;bito&rdquo;</em>.<br /> <br /> <u><strong>Falta de materiais e medicamentos hospitalares</strong></u><br /> <br /> <em>&ldquo;&Eacute; constante a falta de insumos e equipamentos, n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o de estoque,&nbsp;bem como a morosidade para a sua reposi&ccedil;&atilde;o, desse modo, trabalha-se apenas em&nbsp;car&aacute;ter emergencial e no improviso. Medicamentos emergenciais como ocitocina,&nbsp;missoprostol (25mg e 200mg), surfactante (medicamento para amadurecimento do&nbsp;pulm&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o da atelectasia) e materiais para rompedor de bolsa faltam&nbsp;constantemente&rdquo;</em>, apontou o relat&oacute;rio.<br /> <br /> <strong><u>Alimenta&ccedil;&atilde;o</u></strong><br /> <br /> Ainda de acordo com o relat&oacute;rio, a alimenta&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de&nbsp;vinha do Hospital Geral P&uacute;blico de Palmas, em raz&atilde;o de reclama&ccedil;&otilde;es pelas&nbsp;p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es da comida, com barata, cabelo, foi inserida uma tenda no&nbsp;p&aacute;tio do Dona Regina que serve como refeit&oacute;rio que fica em frente ao&nbsp;necrot&eacute;rio e ao lixo hospitalar, o local &eacute; usado por servidores, pacientes e&nbsp;acompanhantes&rdquo;,.<br /> <br /> <u><strong>Exames</strong></u><br /> <br /> Tamb&eacute;m foi constatado na vistoria e apontado no relat&oacute;rio, que o teste de suor&nbsp;para pacientes com fibrose c&iacute;stica, n&atilde;o est&aacute; sendo feito e apesar da reforma&nbsp;no espa&ccedil;o para a realiza&ccedil;&atilde;o do exame, n&atilde;o funcion&aacute;rios para operacionalizar o<br /> processo e com isso o servi&ccedil;o est&aacute; parado.<br /> <br /> A Defensoria P&uacute;blica do Tocantins e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal solicitaram a&nbsp;do Hospital c&oacute;pia dos relat&oacute;rios dos principais problemas detectados na&nbsp;Unidade Hospitalar pela Diretoria T&eacute;cnica, equipe m&eacute;dica, equipe de enfermagem&nbsp;e pela diretoria geral. Os documentos v&atilde;o ser encaminhados para a Justi&ccedil;a&nbsp;Federal para ser crescentados a processo que tramita em rela&ccedil;&atilde;o a Sa&uacute;de&nbsp;P&uacute;blica do Tocantins.</span>
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