Atendimentos odontológicos estão suspensos há mais de quatro meses.
Notícias do Tocantins – Em meio a uma crise que afeta diretamente milhares de servidores públicos estaduais, o Governo do Tocantins reafirmou o compromisso de regularizar os serviços do plano de saúde Servir, atualmente marcado por falhas na assistência, atrasos nos pagamentos a prestadores e risco de suspensão de atendimentos. A situação mais crítica envolve a suspensão dos atendimentos odontológicos, interrompidos há mais de quatro meses, gerando insatisfação e insegurança entre os beneficiários.
Nesta quinta-feira (15/01), o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe-TO), Elizeu Oliveira, recebeu ofício do secretário estadual da Administração, Paulo César Benfica Filho, com esclarecimentos sobre os problemas enfrentados pelo plano. A resposta é resultado de cobrança formal encaminhada pelo sindicato no dia 5 de janeiro, diante do agravamento das queixas dos usuários.
No documento, o secretário reconhece as dificuldades operacionais e financeiras do Servir e afirma que o Estado vem adotando providências para restabelecer os atendimentos com a maior brevidade possível. Segundo Paulo César Benfica, a suspensão dos serviços odontológicos ocorreu durante a gestão interina, em um cenário diferente do histórico de funcionamento regular do plano. “Nesse sentido, informamos que a suspensão dos atendimentos odontológicos do Plano Servir ocorreu durante a gestão interina, em um contexto distinto do histórico de funcionamento regular do serviço”, justificou.
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A crise no Servir, no entanto, vai além da odontologia. Servidores relatam dificuldades para agendamento de consultas, redução da rede credenciada e ameaças recorrentes de interrupção de serviços, motivadas por atrasos nos repasses financeiros aos prestadores. Clínicas, hospitais e profissionais têm sinalizado a possibilidade de suspender atendimentos caso os pagamentos não sejam regularizados, o que amplia a pressão sobre o governo estadual.
Para o presidente do Sisepe-TO, a resposta oficial é um passo importante, mas insuficiente diante da urgência do problema. Elizeu Oliveira ressaltou que o sindicato seguirá acompanhando de perto a situação e cobrando soluções concretas. “O servidor tem todo mês o desconto do Servir em folha de pagamento e precisa de um atendimento completo, digno e contínuo. Vamos manter a cobrança até que todos os serviços sejam plenamente restabelecidos. Esperamos que o compromisso do Estado de resolver essa situação o mais rápido possível se concretize”, afirmou.
O impasse em torno do plano Servir se tornou um dos principais focos de insatisfação entre os servidores estaduais, que cobram não apenas a retomada imediata dos atendimentos odontológicos, mas também estabilidade na rede credenciada, previsibilidade nos pagamentos e segurança no acesso à saúde.