Investigação

Secretária da Saúde de Palmas é presa em operação que investiga contrato milionário das UPAs

Além dela, superintendente de Atenção à Saúde também teve prisão decretada.

Por Conteúdo AF Notícias 1.284
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10/06/2026 08h32 - Atualizado há 1 mês
Secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski.

Notícias de Palmas - A secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, foi presa na manhã desta quarta-feira (10/06) durante uma nova fase da Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins para aprofundar as investigações sobre a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.

Além dela, também foi preso o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa. Já a representante da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, Cláudia Fernanda Cândido da Silva, é considerada foragida e segue sendo procurada pelas equipes policiais.

De acordo com as informações apuradas, Dhieine e Andreis foram encaminhados à sede da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Decor), em Palmas, onde permanecem à disposição da investigação.

As prisões foram autorizadas pela Justiça a pedido da Polícia Civil e com manifestação do Ministério Público. Conforme a decisão judicial, o superintendente e a representante da entidade tiveram a prisão decretada para garantia da ordem pública. Já em relação à secretária de Saúde, a medida foi fundamentada na necessidade de preservação da instrução criminal, diante do risco de interferência no andamento das apurações.

Em nota, a Prefeitura de Palmas informou, por meio da Procuradoria Geral do Município, que acompanha a operação e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar.

A investigação tem como foco o contrato de terceirização das UPAs Norte e Sul de Palmas, firmado em março deste ano, com valor estimado em cerca de R$ 139 milhões, para gestão pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de irregularidades no processo de contratação, incluindo suspeitas de inserção de informações falsas em documentos administrativos, o que teria dado aparência de legalidade ao procedimento.

A apuração também aponta possíveis reuniões restritas, falta de transparência na tramitação do contrato e indícios de direcionamento na escolha da entidade responsável pela gestão das unidades de saúde.

A operação desta quarta-feira é um desdobramento da primeira fase, realizada em 21 de maio, quando cerca de 50 policiais civis cumpriram dez mandados de busca e apreensão em endereços ligados a servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas.

Na ocasião, a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção identificou indícios de falsidade ideológica em documentos relacionados ao processo de contratação, além de possíveis irregularidades na formalização da dispensa de chamamento público.

O contrato investigado previa a terceirização da gestão das UPAs com repasses milionários e já havia sido suspenso pela Justiça do Tocantins em um primeiro momento, mas acabou posteriormente liberado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), permitindo sua execução.

A Prefeitura de Palmas foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre as prisões até a última atualização desta reportagem. A defesa dos investigados também não foi localizada.

A investigação segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil e deve aprofundar a análise de documentos, contratos e comunicações internas da Secretaria de Saúde.

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