Tocantins

Sinpol rechaça delegado Bruno Azevedo como secretário da SSP: 'concretização de vaidades pessoais'

Nome cogitado é o do delegado Bruno Azevedo, presidente do SINDEPOL.

Por Conteúdo AF Notícias 1.090
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16/01/2025 16h10 - Atualizado há 3 semanas
Ubiratan Rebello e Bruno Azevedo

Notícias do Tocantins - O Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (SINPOL-TO) se posicionou contra a possível nomeação do delegado Bruno Azevedo para o cargo de secretário de Segurança Pública. Ele é o atual presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado, o (SINDEPOL).

Wlademir Costa Mota Oliveira foi o último a ocupar a pasta na atual gestão do governador Wanderlei Barbosa, porém ele foi exonerado juntamente com todos os demais membros do 1º escalão no final de dezembro de 2024 e nenhum titular ainda foi nomeado para o cargo.

O SINPOL-TO elencou que um dos motivos para não concordar com a nomeação de Bruno Azevedo é o fato de que ele era o presidente do Sindicato dos Delegados na época do aumento diferenciado apenas para o cargo de Delegado de Polícia. Na ocasião, conforme o sindicato dos policiais, Bruno Azevedo atuou contundentemente para a desvalorização salarial de todos os demais cargos da Polícia Civil.

Outro ponto é que, conforme o SINPOL-TO, Bruno Azevedo atuou direta e pessoalmente para a não concretização da lei que criaria o cargo de Oficial Investigador de Polícia, “um avanço das categorias de Agente e Escrivão de Polícia”.

Nesta última investida, segue o sindicato, Bruno Azevedo quase chegou às vias de fato com o atual presidente do SINPOL-TO, Ubiratan Rebello, no plenarinho da Assembleia Legislativa. “Demonstrando total descontrole emocional, [Bruno Azevedo] disse em tom ameaçador e intimidativo a Ubiratan que não tinha medo do mesmo, fato presenciado por servidores e deputados presentes”, frisou o SINPOL-TO.

Envolvimento da senadora Professora Dorinha

Sobre a informação de que a suposta indicação de Bruno Azevedo partiu de “um forte aliado da Senadora Dorinha”, o presidente do SINPOL-TO descartou de pronto qualquer participação ou interferência da parlamentar.

A afirmação do sindicato se deve à conversa mantida, ainda na manhã desta quinta-feira (16), entre Ubiratan Rebello e a senadora, onde ela afirmou não ter qualquer participação na suposta indicação.

“A simples conotação de que que a senadora teria feito tal indicação, tão somente por ser Felipe Rocha um dos seus apoiadores, não é o bastante para caracterizar a plena verdade”, afirmou Ubiratan. Felipe Rocha é irmão do delegado de polícia Guilherme Rocha, o qual é próximo de Bruno Azevedo.

Nome de consenso

Por fim, o sindicato afirmou que sua diretoria e todos os seus filiados buscam um consenso no nome que irá gerir a Secretaria da Segurança Pública e espera que a possível nomeação do delegado Bruno Azevedo seja algo meramente especulativo.

“Não queremos acreditar que o governador Wanderlei Barbosa tomaria qualquer atitude que viesse a trazer instabilidade ao seu governo e na vida dos profissionais policiais civis. A nomeação do delegado Bruno Azevedo para o comando da SSP seria a concretização de vaidades pessoais e o fim da valorização de centenas de homens e mulheres que atuam diuturnamente no combate à criminalidade no Tocantins”, concluiu o presidente Ubiratan Rebello.

Uma reunião para tratar sobre o desdobramento do comando da SSP e a convocação para nova Assembleia Geral estava prevista para a tarde desta quinta-feira (16) entre:

  • SINPOL-TO;
  • Sindicato de Peritos Oficiais do Estado do Tocantins (SINDIPERITO);
  • Federação representativa dos Trabalhadores Policiais Civis das Regiões Centro-Oeste e Norte (FEIPOL-CON);
  • Federação das Associações Policiais do Estado do Tocantins (FEAPOL);
  • Associação dos Escrivães da Polícia Civil do Tocantins (AEPTO); e
  • Associação dos Agentes de Polícia do Estado do Tocantins (Agepol-TO).

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