CRÍTICA À NOMEAÇÃO

SSP nomeia diretor de Comunicação sem formação na área e gera indignação no Sindjor

Categoria aponta desvalorização do jornalista e cobra revisão da nomeação.

Por Redação | AF Notícias
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13/06/2025 15h00 - Atualizado há 1 ano
Sede da Secretaria de Segurança Pública na praça dos Girassóis, em Palmas

Notícias do Tocantins - O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor-TO) divulgou nota pública nesta quinta-feira (12) manifestando “estranheza e indignação” diante da recente nomeação para a Diretoria de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP/TO). O cargo passou a ser ocupado por uma pessoa sem formação superior em Jornalismo ou em qualquer área da Comunicação Social - o que, segundo o sindicato, representa uma afronta à profissionalização do setor.

Nota da Redação: O AF Notícias apurou junto a fontes palacianas que o profissional será substituído ainda hoje por um jornalista de formação.

Segundo o manifesto, a substituição de um profissional qualificado, com formação acadêmica e experiência técnica, por alguém sem graduação na área “contribui para a desvalorização da profissão, compromete a eficiência da comunicação pública e prejudica o atendimento à população e à imprensa”.

A entidade questiona se a decisão decorre da ausência de planejamento estratégico na SSP ou se representa uma tentativa de priorizar o marketing em redes sociais em detrimento de uma comunicação institucional integrada — que, de acordo com o Sindjor, deve ser conduzida por jornalistas formados e registrados. “Queremos saber: quais critérios foram considerados para nomear como diretor alguém sem formação superior e registro profissional, diante de tantos jornalistas qualificados no Tocantins?”, questiona o sindicato.

O documento também destaca que cargos de comunicação em órgãos públicos são fruto de conquistas da luta sindical e devem ser ocupados por profissionais legalmente habilitados. A entidade lembra ainda que o governador Wanderlei Barbosa já demonstrou apoio à categoria, ao regulamentar, em 2023, a carga horária dos jornalistas concursados. “É difícil crer que tenha partido dele [o governador] a ideia de ignorar os diversos atributos que um profissional da comunicação deve ter para assumir a chefia da Diretoria de Comunicação da SSP/TO”, afirma a nota.

O Sindjor-TO encerra o comunicado pedindo a revisão da nomeação e a escolha de um profissional qualificado para o cargo. “Mantemo-nos firmes na defesa do jornalismo profissional no serviço público como forma de garantir uma comunicação transparente, ética e eficiente à sociedade tocantinense.”

A reportagem solicitou posicionamento da SSP sobre os questionamentos feitos pelo sindicato, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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