Manifestação ocorre após o caso ser denunciado à Organização das Nações Unidas (ONU).
Notícias do Tocantins - A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) afirmou ser “absolutamente falsa” a informação de que houve arquivamento do inquérito que apura o desaparecimento de Laura Vitória Oliveira da Rocha, em Palmas, conforme divulgado à imprensa pelo Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Glória de Ivone (Cedeca). Segundo o órgão, a investigação segue em andamento.
Em nota, a SSP-TO informou que, devido à complexidade do caso, os procedimentos estão sob responsabilidade da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado e tramitam sob sigilo. A Polícia Civil reforçou que irá esgotar todas as linhas investigativas até a completa elucidação do desaparecimento.
A manifestação ocorre após o Cedeca divulgar que levou o caso à Organização das Nações Unidas (ONU), apontando falhas nas investigações ao longo de quase uma década e sustentando que o procedimento teria sido arquivado por falta de novos elementos.
Denúncia à ONU e críticas
Laura Vitória tinha 9 anos quando desapareceu, em 9 de janeiro de 2016, em Palmas. Desde então, o caso acumula questionamentos. O Cedeca diz que houve demora no início das investigações, mudanças sucessivas de delegacias e longos períodos sem diligências — incluindo registros de mais de 500 dias de inércia.
“A investigação demorou para começar e passou por sucessivas mudanças, sem avanços. Dez anos depois, o Estado não foi capaz de informar o que aconteceu com Laura Vitória”, afirmou Mônica Brito, secretária executiva da entidade.
A denúncia enviada à ONU busca responsabilizar não apenas o Estado do Tocantins, mas também o Estado brasileiro pela ausência de respostas sobre o paradeiro da criança.
Dez anos de cobranças
Desde o desaparecimento, o Cedeca afirma ter acompanhado o caso de perto, cobrando providências e promovendo mobilizações públicas para manter o tema em evidência. A entidade relata participação nas buscas iniciais, envio de ofícios ao Ministério Público e articulação com órgãos públicos e parlamentares.
Também aponta dificuldades enfrentadas pela família ao longo dos anos, como falta de acesso a informações e ausência de apoio institucional contínuo diante das consequências do desaparecimento.
Confronto de versões
Enquanto o Cedeca critica a investigação após anos sem avanços, a SSP-TO afirma que as diligências permanecem ativas e em fase sigilosa, agora sob condução de uma unidade especializada.
O desaparecimento de Laura Vitória segue sem solução e continua mobilizando familiares, entidades de direitos humanos e autoridades em busca de respostas.