Setembro Amarelo

Taxa de suicídio sobe no Tocantins, com 164 mortes registradas em 2025; saiba onde buscar ajuda

Estado teve aumento de 5,8% nos registros em relação ao ano anterior

Por Redação
Comentários (0)

02/09/2026 15h24 - Atualizado há 1 semana
Número representa um aumento de 5,81% em relação a 2024, quando foram contabilizados 155 casos.

Notícias do Tocantins - O Tocantins registrou 164 mortes por suicídio em 2025, nove a mais que no ano anterior, quando foram contabilizadas 155. O crescimento foi de 5,81%, segundo o Mapa da Segurança Pública 2026, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A taxa no Estado passou de 9,83 para 10,33 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 7,75. Em todo o país, foram registradas 16.533 mortes por suicídio em 2025, o equivalente a aproximadamente 45 por dia. O total nacional apresentou alta de 0,74% na comparação com 2024.

Para Marco Aurélio de Oliveira Martins, docente do curso de Enfermagem da Unopar Palmas, os números reforçam a importância de manter o debate sobre saúde mental e prevenção durante todo o ano.

“O suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial, que não pode ser atribuído a uma única causa. A prevenção envolve ampliar o acesso aos serviços de saúde, fortalecer as redes de apoio e criar condições para que as pessoas consigam falar sobre o sofrimento e buscar ajuda”, explica.

Segundo o professor, familiares, amigos e pessoas próximas podem desempenhar um papel importante ao perceber mudanças persistentes de comportamento. Isolamento, desesperança, perda de interesse por atividades habituais, alterações intensas de humor e falas relacionadas à morte ou à falta de perspectiva estão entre os sinais que merecem atenção.

“Esses sinais não devem ser utilizados isoladamente para estabelecer um diagnóstico. No entanto, quando alguém demonstra sofrimento, é importante acolher, ouvir sem julgamentos e incentivar a procura por atendimento. Frases que minimizam o que a pessoa está sentindo ou comparações com os problemas de outras pessoas podem dificultar ainda mais o pedido de ajuda”, orienta Marco.

O professor ressalta que o cuidado deve envolver diferentes pontos da rede de saúde, desde a atenção primária até os serviços especializados e de urgência.

“Profissionais de saúde, familiares, amigos, escolas e comunidades podem contribuir para identificar situações de sofrimento e facilitar o acesso ao cuidado. A campanha Setembro Amarelo amplia a conscientização, mas a prevenção precisa acontecer de maneira contínua”, completa.

Onde buscar ajuda?

Pessoas em sofrimento emocional podem procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Saúde da Família e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Em situações de urgência ou risco imediato, a orientação do Ministério da Saúde é procurar uma UPA 24 horas, pronto-socorro ou hospital, ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, durante 24 horas por dia. O atendimento também está disponível pelo site cvv.org.br.

Comentários (0)

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Copyright © 2011 - 2026 AF. Todos os direitos reservados.