Centenária

Tocantinense de 111 anos ainda põe linha em agulha e conta segredo da longevidade em entrevista

"Quero viver muito mais", disse a idosa, que é avó, bisavó e tataravó.

Por Márcia Costa 5.761
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31/01/2020 15h30 - Atualizado há 2 meses

Na pequena cidade de Ananás, no norte do Tocantins, vivem cerca de 9 mil habitantes e entre os moradores mais ilustres está dona Jovelina Ferreira Cruz, uma idosa com 111 anos de idade, conhecida como a 'Jovem do Garimpinho'.

A idosa nasceu em Governador Valadares (MG) no dia 15 de janeiro do ano de 1909, no começo do século passado, mas vive em Ananás há mais de 50 anos.

Além de mãe, dona Jovelina é avó, bisavó e tataravó. Ela é muito admirada na cidade por viver lúcida e ainda conseguir fazer tarefas como colocar linha na agulha para costurar.

"Os cabelos parecem algodão. Ela é uma pessoa lúcida, gosta de conversar e tem muito a nos ensinar. Poderia aproveitar e falar o segredo para viver tantos anos", disse a estudante Maria Eliane.

Ao saber dessa moradora ilustre, o AF Notícias resolveu entrevistá-la. Dona Jovelina revelou que o principal segredo da longevidade é a fé em Deus. "Se for para dizer algo aos jovens de hoje é para se apegarem em Deus, não façam coisas ruins. Quanto mais bem se faz, mais bem se vive", disse.

Dona Jovelina é viúva, mas conta com muito orgulho que se casou apenas uma vez e criou os 9 filhos na roça. "Gostava muito de trabalhar na roça. Hoje consigo colocar a linha na agulha e converso muito com as pessoas, e ainda benzo crianças. As pernas de vez em quando ficam dormentes, mas consigo andar segurando nas paredes", disse.

O recente aniversário foi feito pelos familiares na frente da casa e o número 111 na decoração chamou a atenção até dos policiais militares da cidade, que de tanta curiosidade decidiram ir à residência perguntar o que estava acontecendo.

"Vimos que tinha uma festa na frente da residência durante patrulhamento e também notamos uma numeração fora do comum, o 111. Perguntamos às pessoas presentes o que seria aquele evento e a razão da numeração. Foi aí que disseram que uma senhora estava aniversariando e, então, tivemos que parar para conhecer a dona Jovelina”, disse o sargento Evaldo Luiz.

A idosa centenária afirma que não se arrepende de nada que fez durante sua longa vida. "Fiz tudo com muito esforço, trabalhei muito e, apesar de ter sofrido nessa vida por causa das dificuldades, fiz tudo com gosto. Não tenho do que me arrepender. Quero viver muito mais. Hoje a coisa mais importante pra mim é a minha vida", afirmou.

(Colaboração Eliane Costa)

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