84% das escolas do estado desenvolvem ações de meio ambiente e mudanças climáticas.
Notícias do Tocantins – O Tocantins se consolidou entre os estados com maior presença da Educação Ambiental nas escolas brasileiras. Dados do Censo Escolar 2024, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), colocam o estado na segunda posição do ranking nacional, com 84% das escolas desenvolvendo atividades voltadas ao meio ambiente e às mudanças climáticas.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o resultado reflete a adoção de políticas públicas que integram a temática ambiental ao cotidiano escolar. As ações fazem parte do Programa de Fortalecimento da Educação (Profe), que orienta e apoia as unidades de ensino na inserção transversal, contínua e integrada da educação ambiental nos currículos.
O secretário estadual da Educação, Fábio Vaz, afirmou que os dados indicam a consolidação da política no estado. De acordo com ele, os projetos desenvolvidos nas escolas abordam temas como mudanças climáticas, biodiversidade e sustentabilidade, além de incentivar o protagonismo estudantil. O gestor destacou ainda que as ações estão alinhadas à Política Nacional de Educação Ambiental, prevista na Lei nº 14.926/24.
Os eixos do Profe contribuem para a ampliação da Educação Ambiental por meio da formação continuada de professores, da inovação pedagógica, da articulação com os municípios e do incentivo a projetos que dialogam com os desafios socioambientais do território tocantinense.
Entre as iniciativas em execução está o Seduc Agro – Caminho para um Futuro Sustentável, que leva às escolas práticas relacionadas à agricultura sustentável, educação ambiental, segurança alimentar e valorização do campo, integrando teoria e prática no processo de aprendizagem. Já o Profe Indígena atua no fortalecimento da educação intercultural, valorizando a relação com a natureza, o cuidado com o território e o meio ambiente como dimensão central da formação dos povos indígenas.
As escolas recebem assessoria técnica e pedagógica para planejar, executar e sistematizar projetos ambientais. A atuação da Seduc inclui ainda a orientação para participação em mostras científicas, conferências, feiras, olimpíadas e eventos temáticos, além do acompanhamento de ações voltadas à prevenção de queimadas, ao enfrentamento das mudanças climáticas e à promoção da sustentabilidade.
Em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, a Seduc apoia iniciativas como a Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, ações do Comitê do Fogo, voltadas à prevenção de incêndios florestais, e a participação de estudantes em competições nacionais, como a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, a Olimpíada de Geografia e a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética, entre outras que relacionam ciência, clima e prevenção de desastres naturais.
Reconhecimento a projetos escolares
As ações desenvolvidas pelas escolas estaduais também recebem reconhecimento por meio do Prêmio Escola que Transforma, iniciativa do Governo do Tocantins que valoriza experiências com impacto pedagógico e social, incluindo projetos voltados à preservação ambiental, sustentabilidade e protagonismo estudantil. Cada projeto selecionado, assim como a unidade escolar, recebe premiação em dinheiro que varia de R$ 10 mil a R$ 30 mil, totalizando R$ 2 milhões distribuídos anualmente em 17 modalidades.
Em 2025, um dos projetos premiados foi o “Ler para Reflorestar – educação linguística e ambiental na recuperação de matas ciliares”, desenvolvido na Escola Estadual Dr. Ulisses Guimarães, em Esperantina. A iniciativa, conduzida pelos professores Josivan Filho (Língua Portuguesa) e Carlos Henrique (Geografia), integrou práticas de leitura, produção textual e educação ambiental, envolvendo os estudantes em ações práticas de recuperação de matas ciliares.
Para o professor Carlos Henrique, o projeto contribuiu para fortalecer o vínculo dos alunos com o território e ampliar a consciência ambiental. Já o professor Josivan Filho destacou que o reconhecimento do projeto reforça a possibilidade de integrar educação linguística, educação ambiental e prática social como ferramentas de aprendizagem crítica e transformadora.