Tribunal afirma que HRA está à beira de um colapso e considera instalações 'inadequadas e precárias'

Por Redação AF
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18/11/2013 18h18 - Atualizado há 1 segundo
<div style="text-align: justify;"> <span style="font-size:14px;"><u>Arnaldo Filho</u><br /> <em>Portal AF Not&iacute;cias</em><br /> <br /> Relat&oacute;rio elaborado por t&eacute;cnicos do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU), em diversos hospitais do Tocantins, entre eles o Regional de Aragua&iacute;na (HRA), aponta uma s&eacute;rie de irregularidades de ordem material, estrutural e de recursos humanos.<br /> <br /> Recentemente, o governador Siqueira Campos (PSDB) afirmou que o <a href="http://www.afnoticias.com.br/noticia-3632--nao-existe-no-brasil-atendimento-melhor-do-que-o-hospital-regional-de-araguaina-da-afirma-siqueira-.html" target="_blank">HRA possui o melhor atendimento do Brasil e tamb&eacute;m as melhores condi&ccedil;&otilde;es.&nbsp;</a><br /> <br /> <u><strong>HRA</strong></u><br /> <br /> Conforme o relat&oacute;rio obtido pelo <em>AF Not&iacute;cias</em>, com a demanda cada vez maior, agrava a situa&ccedil;&atilde;o do atendimento no&nbsp; Hospital Regional de Aragua&iacute;na - HRA, um dos principais do Estado.<br /> <br /> No hospital, t&eacute;cnicos do TCU constataram que pacientes graves, submetidos &agrave; ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, que deveriam estar internados em unidade de terapia intensiva (UTI) ocupavam leitos destinados ao p&oacute;s-operat&oacute;rio. Para piorar a situa&ccedil;&atilde;o, segundo o relat&oacute;rio, no HRA foi montada uma UTI provis&oacute;ria, o que causa o funcionamento inadequado dos servi&ccedil;os e exp&otilde;e os pacientes a infec&ccedil;&otilde;es hospitalares e os funcion&aacute;rios a riscos ocupacionais.<br /> <br /> O TCU destaca tamb&eacute;m que<em>&nbsp;&ldquo;a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; agravada pela falta de investimentos na rede hospitalar e pelo n&atilde;o fortalecimento da rede localizada no entorno de Aragua&iacute;na&rdquo;</em>.<br /> <br /> <u><strong>Instala&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias e inadequadas</strong></u><br /> <br /> O TCU considerou as instala&ccedil;&otilde;es do Hospital Regional de Aragua&iacute;na &nbsp;as &quot;mais inadequadas e prec&aacute;rias&quot;. <em>&ldquo;Talvez pela import&acirc;ncia social na regi&atilde;o em que se localiza e pelo longo per&iacute;odo transcorrido desde a sua constru&ccedil;&atilde;o&rdquo;</em>, sugere o relat&oacute;rio.<br /> <br /> O Tribunal alertou ainda que o HRA &ldquo;est&aacute; &agrave; beira de um colapso&rdquo;. <em>&ldquo;As instala&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e a infraestrutura desse hospital est&atilde;o num estado t&atilde;o cr&iacute;tico que ele n&atilde;o possui alvar&aacute; de licenciamento para atuar como uma unidade de sa&uacute;de, devido &agrave; impossibilidade de cumprir as normas estaduais e municipais que estabelecem os requisitos para a obten&ccedil;&atilde;o da respectiva autoriza&ccedil;&atilde;o estatal&rdquo;</em>, destacou o relat&oacute;rio.<br /> <br /> <u><strong>Utiliza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o f&iacute;sico por empresa terceirizada</strong></u><br /> <br /> O relat&oacute;rio do TCU destaca tamb&eacute;m como problema no HRA a utiliza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o por empresa terceirizada. Segundo a relat&oacute;rio, a empresa CDT, que presta servi&ccedil;os de exames de diagn&oacute;stico, ocupa espa&ccedil;o f&iacute;sico no hospital. <em>&ldquo;Considerando a inexist&ecirc;ncia de espa&ccedil;o para a presta&ccedil;&atilde;o adequada de muitos servi&ccedil;os, essa cess&atilde;o de espa&ccedil;o gera um stress constante para os funcion&aacute;rios do hospital, que n&atilde;o raras vezes s&atilde;o hostilizados pelos pacientes que aguardam atendimento ambulatorial&rdquo;,</em> enfatiza o relat&oacute;rio do TCU.<br /> <br /> <u><strong>Interrup&ccedil;&otilde;es constantes dos servi&ccedil;os</strong></u><br /> <br /> Outro grave problema apontado pelo TCU &eacute; a interrup&ccedil;&atilde;o constante dos servi&ccedil;os de radioterapia.&nbsp; O hospital possui apenas um acelerador, o qual funciona 18 horas por dia, atendendo 103 pacientes diariamente, h&aacute; mais de 10 anos. Na visita &agrave; Unidade de Radioterapia, que &eacute; a &uacute;nica do estado, a equipe do TCU constatou que o funcionamento desse aparelho sofreu dezenas de interrup&ccedil;&otilde;es de janeiro a agosto de 2013.<br /> <br /> <em>O AF Not&iacute;cias publicar&aacute; mais mat&eacute;rias detalhando outros pontos do relat&oacute;rio do TCU sobre o HRA.</em>&nbsp;</span></div>
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