Vice-presidente da OAB insinua que ataques a ônibus tem relação com Polícia Civil; Sinpol repudia

Por Redação AF
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02/03/2015 08h16 - Atualizado há 3 semanas
<span style="font-size:14px;">O Comando de Greve da Pol&iacute;cia Civil do Tocantins disse, em nota, que repudia qualquer liga&ccedil;&atilde;o com os atentados a &ocirc;nibus urbanos que ocorreram em Palmas, neste final de semana, e afirmou que vai interpelar judicialmente quem fizer falsas acusa&ccedil;&otilde;es ou insinua&ccedil;&otilde;es aos policiais civis. Tr&ecirc;s &ocirc;nibus j&aacute; foram incendiados na capital nos &uacute;ltimos dias.&nbsp;<br /> <br /> Nesta segunda-feira, 2 de mar&ccedil;o, o Departamento Jur&iacute;dico do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins), entidade respons&aacute;vel por comandar a greve, vai interpelar judicialmente o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins, Rubens Dario C&acirc;mara, que usou redes sociais para atacar a Pol&iacute;cia Civil e atribuir os ataques aos servidores que d&atilde;o vida para defender a popula&ccedil;&atilde;o de criminosos.<br /> <br /> <em>&ldquo;Ele vai ter que apresentar provas e se explicar judicialmente&rdquo;</em>, salientou o presidente do Sinpol, Moisemar Marinho. Em virtude desse ataque de um membro importante da OAB, a visita institucional que o presidente do Sinpol faria &agrave; ordem na segunda-feira est&aacute; cancelada.<br /> <br /> <img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/Postagem%20-%20Rubens%20Dario%20C%E2mara%20(1).jpg" style="width: 300px; height: 533px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />O Comando de Greve informa, ainda que aguarda um contato do governo para iniciar as negocia&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Iniciada na quarta-feira, 25 de fevereiro, a greve da Pol&iacute;cia Civil &eacute; um movimento para protestar contra decreto do governador Marcelo Miranda que suspendeu os efeitos financeiros da lei 2.851/2014. Resultado de mais oito anos de negocia&ccedil;&atilde;o e luta da categoria junto ao governo do Estado, a lei faz o alinhamento das carreiras dos policiais civis de n&iacute;vel m&eacute;dio aos de n&iacute;vel superior, deixando apenas um n&iacute;vel na corpora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> O alinhamento das carreiras foi feito em 2007 pelo pr&oacute;prio governador Marcelo Miranda na sua pen&uacute;ltima gest&atilde;o, mas a regulamenta&ccedil;&atilde;o e a aplica&ccedil;&atilde;o efetiva dessa igualdade se arrastou por todos os governos nos &uacute;ltimos oito ano. Somente em abril de 2014 os policiais conseguiram obter a regulamenta&ccedil;&atilde;o do alinhamento, com efeitos financeiros que come&ccedil;ariam em janeiro de 2015.<br /> <br /> Levantamento feito pelo Sinpol mostra que o impacto financeiro para o cumprimento da lei em 2015 n&atilde;o &eacute; grande e representa apenas 1% da folha de pagamento do Executivo Estadual. A lei beneficia cerca de 1,3 mil policiais civis de todo o Tocantins.</span>
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