Saúde

Médica e professora da UFNT palestra sobre dor crônica em conferência mundial, em Singapura

Tema da palestra foi 'Prevalência da Dor Crônica no Mundo e seus impactos'.

Por Redação 706
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19/09/2023 09h46 - Atualizado há 10 meses
Palestra da médica de Araguaína na Conferência Mundial de Cuidados Intensivos e Anestesiologia

A médica anestesiologista Ana Cristina Mendanha Sampaio, professora do curso de Medicina da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), em Araguaína, participou de um evento internacional, como palestrante do 2023 World Critical Care & Anesthesiology Conference (Conferência Mundial de Cuidados Intensivos e Anestesiologia), em Singapura. O evento aconteceu nos dias 08 e 09 de setembro.

Ana Cristina possui graduação em Medicina na Universidade Federal de Goiás (UFG), residência médica em Anestesiologia pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), pós-graduação em Dor pela Universidade de São Paulo (USP) e mestrado em Saúde Pública pela UFT.

Com o tema “Prevalence Of Chronic Pain In The World And Its Impacts” (Prevalência da Dor Crônica no Mundo e seus impactos), Ana Cristina explicou que a dor é um sintoma subjetivo e individual. “É considerada crônica quando persiste por mais de três meses, perdendo assim sua função biológica, tornando-se patológica. Dor crônica é uma condição de elevada prevalência no mundo, associada a comprometimento da qualidade de vida e redução da capacidade funcional”. 

Dor Crônica

De acordo com a médica, para compreender esse quadro é necessário entender o modelo biopsicossocial em que a dor deve ser analisada de forma multidimensional, onde fatores biológicos, psicológicos e sociais interagem entre si de forma dinâmica e podem determinar o desenvolvimento desta condição.

Diversos fatores de risco estão associados ao desenvolvimento de quadros de dor crônica como idade avançada, sexo feminino, excesso de peso, distúrbios do sono, transtornos de humor e fatores genéticos.

Acredita-se que a prevalência de dor crônica no mundo gire em torno de 30%, é considerada um problema de saúde pública, com impacto negativo não somente para o indivíduo que sofre com esta enfermidade, mas para a sua família e também para a sociedade, visto que o custo do seu tratamento é substancial.

O tratamento é multidisciplinar e medidas preventivas envolvem mudanças de hábitos de vida. É necessário incentivar a sociedade a compreender esta condição, pois ela é de elevada prevalência, os impactos negativos são muitos, assim como o custo econômico.

Portanto, pessoas que sofrem com quadros de dor crônica devem ser identificadas, tratamento adequado deve ser oferecido e os profissionais de saúde devem ser capacitados no sentido de compreender a fisiopatologia da dor e seu tratamento.

A médica ressalta que mais estudos são necessários de forma a compreender os mecanismos biológicos associados ao desenvolvimento de dor crônica e procurar por alvos terapêuticos. Além disso, estudos epidemiológicos a respeito da prevalência da dor crônica podem guiar medidas de saúde pública para prevenir o desenvolvimento desta enfermidade e controlar seus impactos.

Dentre as diversas condições de saúde associadas a sofrimento e limitações funcionais enfrentadas pela população mundial está a dor crônica. É uma enfermidade que afeta a saúde e qualidade de vida das pessoas, é considerada uma doença, e definida como um quadro de dor que persiste ou recorre por pelo menos três meses.

Sua prevalência no mundo é em torno de 30% e diversos fatores estão relacionados ao seu desenvolvimento como gênero, idade, aspectos culturais e socioeconômicos, crenças, saúde mental, condições clínicas, hábitos de vida, fatores biológicos e ocupacionais.

A dor persistente acarreta diversas limitações ao indivíduo, com consequente redução de sua capacidade funcional e qualidade de vida, gerando um custo para ele e para a sociedade. Trata-se de uma condição complexa, cujos mecanismos fisiopatológicos ainda não foram totalmente compreendidos e o tratamento destes quadros deve ser multidisciplinar, o que demanda diversos profissionais envolvidos no manejo desta enfermidade, comprometimento do paciente e compreensão das diversas pessoas que convivem com o indivíduo portador desta patologia.

Por isso, dor crônica é considerada um problema de saúde pública, e por vezes, essa situação é negligenciada. O controle desta condição deve envolver políticas públicas para a prevenção e tratamento, além de medidas para promover educação em saúde e conscientização a respeito do impacto deste quadro persistente na vida do indivíduo e na sociedade.

Estudos sobre a prevalência de dor crônica e fatores associados a este quadro podem guiar de forma mais assertiva o desenvolvimento de estratégias para sua prevenção e controle. Desta forma, a discussão da prevalência dos casos de dor crônica no mundo colabora com o entendimento do impacto da prevalência desta enfermidade de alto poder incapacitante na população mundial, de forma a orientar o desenvolvimento de estratégias que possam mitigar o sofrimento das pessoas que padecem dessa condição.

Conferência Mundial de Cuidados Intensivos e Anestesiologia
Médica, anestesiologista, Ana Cristina Mendanha Sampaio
Evento aconteceu nos dias 08 e 09 de setembro

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