Palmas

Mulheres farão mobilização no 8 de Março pelo fim da jornada 6x1 e contra o feminicídio

Ato será um momento de denúncia, resistência e articulação política.

Por Redação
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03/03/2026 08h46 - Atualizado há 1 semana
Mulheres realizam ato unificado do 8 de Março na Feira da Aureny I

Notícias de Palmas - Mulheres organizadas em diferentes frentes políticas e sociais vão ocupar a Feira da Aureny I, em Palmas, na manhã do próximo 8 de março, com um ato unificado pelo Dia Internacional das Mulheres. A mobilização reunirá movimentos sociais, coletivos, sindicatos e partidos políticos em um protesto que promete colocar no centro do debate o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio e a defesa da democracia.

O ato acontece em um momento considerado decisivo pelas organizadoras: além do contexto eleitoral, está em discussão uma proposta legislativa que pode pôr fim à jornada 6x1 — modelo que impõe seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso. Para o movimento, trata-se de uma pauta urgente, especialmente para mulheres que enfrentam dupla jornada, trabalho precarizado e sobrecarga de cuidados.

Com o mote “Mulheres na política em defesa da democracia e do Bem Viver: pelo fim da escala 6x1, do feminicídio e do avanço da extrema direita”, as entidades afirmam que o objetivo é pressionar o debate público e garantir que a pauta trabalhista não seja dissociada da luta contra a violência de gênero. A proposta inclui a construção de um pacto permanente contra o feminicídio, tratado como tema central — e não secundário — na agenda política.

Os números reforçam o tom de urgência. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Tocantins registrou 28 feminicídios em 2024. Em 2025, levantamentos parciais apontam que ao menos 19 mulheres foram mortas no estado por razões de gênero. Embora dados da Secretaria de Segurança Pública indiquem redução percentual em determinados períodos, os movimentos avaliam que a realidade segue alarmante.

“Não podemos deixar o feminicídio como pauta secundária. Enquanto uma mulher tombar no Tocantins, nossa democracia estará incompleta”, afirmam as organizadoras. O movimento também destaca que a maioria das vítimas é de mulheres negras, defendendo políticas públicas com recorte racial e social.

A escolha da Feira da Aureny I é estratégica. Local de grande circulação popular, o espaço foi definido para aproximar o debate da rotina das trabalhadoras e da comunidade. A programação inclui falas políticas, música, poesia, performances teatrais e outras intervenções culturais, reforçando o 8 de Março como dia de mobilização, memória e presença nas ruas.

Participam da organização entidades como Marcha Mundial das Mulheres, MST, MNU, UBM, PSOL, PCdoB, Pastoral da Juventude, Sintet, Instituto Indígena do Tocantins, Baque Mulher, Casa Oito de Março, entre outras organizações e coletivos locais.

O ato promete transformar a feira em um espaço de denúncia, resistência e articulação política, em defesa dos direitos das mulheres e contra o avanço da violência e da precarização do trabalho.

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