Polícia Civil e Bombeiros explicam os riscos e orientam sobre o descarte seguro.
Notícias do Tocantins - Uma brincadeira publicada pelo cantor, humorista e influenciador digital Evoney Fernandes nas redes sociais chamou atenção pelo tom descontraído, mas também pelo risco. No vídeo, ele aparece lançando várias caixas de fogos de artifício em uma fogueira, enquanto os artefatos explodem de forma descontrolada perto das pessoas que acompanhavam a cena.
Evoney e os amigos caem na risada, mas a situação poderia ter terminado de maneira bem diferente. Fogos lançados diretamente no fogo podem explodir em direções imprevisíveis, provocar queimaduras graves, atingir os olhos, causar incêndios e ferir quem estiver por perto.
Diante da repercussão do vídeo, o AF Notícias procurou órgãos de segurança para saber qual é a forma correta de lidar com fogos de artifício vencidos, danificados, utilizados parcialmente ou que falharam durante a detonação.
A orientação principal é simples: fogos não devem ser jogados em fogueiras, queimados de forma improvisada, desmontados ou descartados ainda ativos no lixo doméstico.
Devolução é a medida mais segura
A Delegacia de Controle de Armas, Munições e Explosivos do Tocantins orienta que fogos de artifício que não detonaram sejam devolvidos ao fabricante ou ao estabelecimento onde foram comprados.
A recomendação vale mesmo quando o material estiver molhado, danificado ou incompleto. Segundo a corporação, o produto deve ser manuseado por pessoas autorizadas e com conhecimento técnico.
Descartar o artefato no lixo comum ou tentar queimá-lo pode colocar em risco quem faz o manuseio, coletores de resíduos e outras pessoas que tenham contato com o material.
O que fazer quando um fogo falha
Orientações técnicas disponíveis em materiais especializados recomendam que ninguém se aproxime imediatamente de um artefato que falhou. O ideal é aguardar pelo menos 20 minutos, pois ainda pode ocorrer uma explosão tardia.
Alguns materiais informativos também indicam a imersão do produto em água por várias horas ou durante a noite, antes de qualquer descarte. Apesar disso, os órgãos de segurança reforçam que a devolução ao fabricante ou ao ponto de venda continua sendo a alternativa mais segura.
Também não se deve tentar desmontar o artefato, reacendê-lo ou verificar de perto por que ele não funcionou. Mesmo aparentemente apagada, a pólvora pode continuar ativa e reagir ao calor, ao impacto ou ao atrito.
Bombeiros reforçam regras de segurança
O Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins destaca que a utilização de fogos deve seguir as medidas de segurança previstas na Norma Técnica nº 31, que regulamenta espetáculos pirotécnicos e estabelece procedimentos para evitar acidentes e incêndios.
Entre as regras estão a participação de profissional habilitado, o isolamento da área de queima, a sinalização do local e o cumprimento de uma distância segura entre os artefatos e o público.
A norma também proíbe alterações nas características originais dos fogos, o uso de produtos considerados incontroláveis e a soltura de balões.
O CBMTO ainda lembra que a legislação do Tocantins proíbe fogos de estampido e outros artefatos com efeito sonoro ruidoso.
No vídeo, a brincadeira terminou em risadas. Mas o alerta permanece: fogos de artifício não são lixo comum e muito menos combustível para fogueira. Uma explosão fora de controle pode transformar alguns segundos de diversão em um acidente grave.