Araguaína

Galpão construído por ex-vereador para atender comunidade de graça completa 16 anos

Local foi inaugurado em 2006 e nunca deixou de funcionar.

Por Márcia Costa 511
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23/08/2021 07h08 - Atualizado há 2 meses
O galpão é referência em assistência social

O Galpão do Gipão, localizado no setor Itapuã, em Araguaína, completou 16 anos atendendo a comunidade gratuitamente. No local já foram e continuam sendo realizados festas tradicionais, aniversários, casamentos, formaturas e até velórios.  A ideia de construir o espaço surgiu a partir da demanda da própria comunidade.

O ex-vereador Aldair Costa Sousa (Gipão) lembrou que no seu primeiro mandato era frequentemente a procura de pessoas por um espaço gratuitos para a realização de eventos e encontros familiares. Ele teve cinco mandatos consecutivos.

"O problema é que as pessoas não tinham dinheiro o suficiente para alugar um ambiente adequado. Então, eu tinha que recorrer aos órgãos públicos e, na maioria das vezes, os espaços públicos já estavam agendados para outros eventos. Foi aí que pensei: vou construir um espaço para atender o povo", disse.

Além do ambiente, o galpãp disponibiliza água, energia, freezer, cadeiras e tampões, tudo a custo zero para a comunidade.

A comerciante Deusdade Sousa Silva disse que a primeira vez em que utilizou o espaço de eventos foi para a comemoração do aniversário de 100 anos de sua avó, dona Maria José.

"Eu fui a primeira moradora a utilizar esse espaço, na época minha vozinha fez 100 anos e nós usamos o galpão para a confraternização. É muito importante um parlamentar pensar no bem estar da  sociedade, até porque essas comemorações em família colaboram para cultivar a união entre as pessoas.  E essa sempre foi uma preocupação do Gipão", agradeceu.

Para realizar um evento no galpão são exigidas apenas som ambiente, por tratar-se de uma área residencial, e agendamento prévio. De acordo com o Gipão, o local teve sua agenda disputada também por aproveitadores, que conseguiam a estrutura de graça e alugavam para outras pessoas.

“Assim que descobrimos o que estava ocorrendo, essas pessoas foram proibidas. Eu não podia permitir que continuassem. O local foi construído com o propósito de ajudar as pessoas e não de obter lucro com locação”, explicou Gipão.

Antes da pandemia, eram realizados por mês uma média 12 eventos. 

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