Dia do Homem

Infarto, AVC e doença renal: falta de prevenção ameaça saúde dos homens, alerta médico

Consultas regulares e hábitos saudáveis ajudam a prevenir doenças e reduzir complicações.

Por Redação
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15/07/2026 08h40 - Atualizado há 4 semanas
Prevenção contribui para o diagnóstico precoce e reduz o risco de complicações

Notícias de Araguaína - Procurar atendimento apenas quando a dor aparece pode transformar problemas simples em doenças graves e tratamentos mais complexos. No Dia do Homem, celebrado nesta quarta-feira (15/07), o médico ortopedista Horácio Macedo alerta para a importância dos exames preventivos, das consultas de rotina e do cuidado contínuo com a saúde masculina.

O especialista, que atua no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins, o HDT-UFNT, afirma que o primeiro passo é abandonar a ideia de que o serviço de saúde só deve ser procurado quando algum sintoma se torna incômodo.

O cuidado começa antes do sintoma. Isso significa manter acompanhamento regular, conhecer o histórico familiar, controlar pressão arterial, glicemia, colesterol e peso, evitar tabagismo e reduzir o consumo de álcool”, orienta.

Segundo o médico, os homens também precisam ficar atentos a sinais que muitas vezes são ignorados ou tratados como parte da rotina, como cansaço persistente, alterações urinárias, perda de peso sem explicação, dores recorrentes e mudanças de humor.

Prevenção pode evitar doenças graves

As consultas periódicas permitem identificar fatores de risco ainda nas fases iniciais, quando o tratamento costuma ser mais simples e as chances de recuperação são maiores.

Horácio Macedo destaca ainda a importância da vacinação na vida adulta, da prática regular de atividade física e de uma alimentação equilibrada. Esses cuidados ajudam a prevenir hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, que estão entre as principais causas de morte da população masculina.

A saúde mental, segundo o especialista, também precisa receber a mesma atenção. “Ansiedade, depressão, uso abusivo de álcool e sofrimento psíquico frequentemente se manifestam de forma silenciosa nos homens, e o índice de suicídio masculino permanece elevado. Cuidar da saúde mental é parte do cuidado clínico, não um apêndice dele”, afirma.

Homens procuram menos atendimento

O médico explica que os homens ainda procuram os serviços de saúde com menos frequência do que as mulheres e, em muitos casos, chegam às consultas quando a doença já está em estágio avançado.

Entre os motivos estão barreiras culturais, dificuldade de conciliar o atendimento com o horário de trabalho, hábito de buscar diretamente medicamentos em farmácias e a percepção de que as unidades de saúde são espaços voltados principalmente para mulheres e crianças. “O resultado é uma entrada tardia no sistema, muitas vezes já pela porta da urgência”, lamenta.

Essa demora pode aumentar a complexidade do tratamento, o risco de sequelas e a necessidade de procedimentos de alta complexidade. “É a diferença entre controlar uma hipertensão em consulta ambulatorial e tratar as consequências dela, como infarto, acidente vascular cerebral ou doença renal crônica com necessidade de diálise. O custo humano e o custo assistencial crescem juntos”, destaca.

Acesso e informação

Para ampliar o cuidado com a saúde masculina, o especialista aponta três medidas prioritárias: educação em saúde com linguagem acessível, redução das dificuldades de acesso ao atendimento e integração entre a atenção básica e os serviços especializados.

As orientações devem chegar aos locais onde os homens estão, como ambientes de trabalho, espaços de convivência e redes sociais. O atendimento também precisa ocorrer sem julgamento e aproveitar cada contato do paciente com o sistema de saúde como uma oportunidade de prevenção e diagnóstico.

Sobre o HDT-UFNT

O Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins integra a Rede HU Brasil desde 2015.

A rede foi criada pela Lei nº 12.550, de 2011, e é vinculada ao Ministério da Educação. A estatal, oficialmente denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, administra 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da Federação.

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