Medida considera a relevância histórica, cultural, social e religiosa da celebração
Notícias do Tocantins - A Prefeitura de Porto Nacional sancionou a Lei nº 2.768, de 9 de janeiro de 2026, que reconhece oficialmente os Festejos do Divino Espírito Santo como Patrimônio Cultural Imaterial do município. A medida consolida o valor histórico, cultural, social e religioso de uma celebração profundamente ligada à identidade e à memória coletiva da população portuense. O projeto de lei é de autoria do vereador Marcone Cleiton.
Com a sanção, os festejos passam a contar com proteção institucional, fortalecendo uma tradição transmitida ao longo de gerações e considerada um dos pilares da cultura local. Além do simbolismo religioso, a celebração também exerce impacto relevante no turismo e na economia do município, ao movimentar diversos setores durante o período festivo.
Para o prefeito Ronivon Maciel, o reconhecimento representa um gesto de valorização da história e da fé da cidade. “Reconhecer os Festejos do Divino Espírito Santo como Patrimônio Cultural Imaterial é preservar a identidade do nosso povo. Trata-se de uma tradição que atravessa gerações, fortalece os laços comunitários e integra a memória afetiva de Porto Nacional”, afirmou.
A turismóloga da Secretaria Municipal da Cultura, Turismo e Esporte, Ângela Dantas, destacou que a lei amplia o reconhecimento do patrimônio local. Segundo ela, os festejos têm reflexos positivos na atração de visitantes e no fortalecimento da rota religiosa, que vem registrando crescimento contínuo no município.
Autor do projeto, o vereador Marcone Cleiton ressaltou o caráter histórico da sanção. “Esse reconhecimento simboliza uma história viva construída pela comunidade da Igreja do Divino Espírito Santo. É um momento significativo, resultado do apoio unânime da Câmara Municipal, do Executivo e da população portuense”, declarou.
O padre Jaine Gomes de Melo, da Paróquia Divino Espírito Santo, enfatizou a importância social, cultural e religiosa da iniciativa, destacando a necessidade de manter a tradição viva como expressão da fé e da vivência comunitária.
Já Alisson Pereira Nascimento, fiel da paróquia e imperador do Divino Espírito Santo em 2026, avaliou a lei como fundamental para a preservação da história iniciada há cerca de quatro décadas. Ele lembrou o esforço de gerações que construíram a comunidade e deram origem à celebração, ressaltando a importância de garantir que essa trajetória não se perca com o tempo.
A legislação também inclui oficialmente os Festejos do Divino Espírito Santo no Calendário Cívico, Cultural e Turístico de Porto Nacional, consolidando a celebração como uma das principais manifestações tradicionais do município e reafirmando o compromisso do poder público com a preservação do patrimônio cultural imaterial.