Direitos humanos

Leilão de adolescente de 16 anos pelo Facebook causa polêmica internacional

Uma fotografia da jovem foi publicada na rede social no dia 25 de outubro.

Por Redação 2.353
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22/11/2018 11h52 - Atualizado há 2 semanas
Nyalong Ngong Deng foi trocada por 500 vacas, três carros e US$ 10 mil

Uma garota de 16 anos do Sudão teve seu casamento leiloado no Facebook e a plataforma foi criticada pelo “uso bárbaro da tecnologia”. De acordo com a organização de direitos das crianças Plan International, a garota foi escolhida por cinco homens, sendo alguns supostamente funcionários de alto escalão do governo do país. O pai da criança recebeu 500 vacas, três carros e US$ 10 mil em troca de sua filha. As informações são da CNN.

Uma fotografia da jovem foi publicada na rede social no dia 25 de outubro. O processo foi rápido e no dia 3 de novembro realizou-se o casamento com o empresário.

A empresa disse à CNN que retirou o anúncio quinze dias após ser postado, assim que teve conhecimento do ocorrido. Porém, o leilão já tinha acontecido.

“Qualquer forma de tráfico humano – seja de posts, páginas, anúncios ou grupos – não é permitida no Facebook. Nós removemos a postagem e desativamos permanentemente a conta pertencente à pessoa que postou isso”, disse um porta-voz da empresa em um comunicado.

O diretor da ONG Plan International, George Otim, disse à CNN que oferecer pagamentos faz parte da cultura do país, mas que, neste caso, “foi levado para outro nível por causa da tecnologia”. A organização pediu ao governo do país que investigue e afaste qualquer funcionário envolvido neste leilão.

Otim disse ao canal que a solução para prevenir casamentos com crianças é tentar manter as meninas na escola. De acordo com a Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 52% das meninas no Sudão do Sul casam antes dos 18 anos. Eles acreditam que muitas famílias creem que o casamento infantil pode ser uma forma de ajudá-las a escapar da pobreza.

O valor elevado deste leilão pode agora inspirar outras famílias do Sudão do Sul a fazerem o mesmo, temem ativistas, pedindo às autoridades e à rede social para tomarem medidas mais duras para evitarem este tipo de casos.

(Revista Isto É)

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