Luto no Jornalismo

Morre Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil e ícone do telejornalismo brasileiro

Jornalista tinha 83 anos e construiu uma carreira de mais de quatro décadas na TV Globo.

Por Redação | AF Notícias
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16/07/2026 10h35 - Atualizado há 4 semanas
Renato Machado deixa um legado de credibilidade e rigor jornalístico.

Notícias do Tocantins -  O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, morreu na manhã desta quinta-feira, 16, aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.

Reconhecido como um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro, Renato Machado construiu uma carreira de mais de quatro décadas na TV Globo. Ao longo da trajetória, apresentou programas como Bom Dia Brasil, Jornal da Globo e RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional, atuou como correspondente internacional e repórter especial e teve um de seus trabalhos indicado ao Emmy Internacional.

Entre 1996 e 2010, esteve à frente do Bom Dia Brasil como apresentador e editor-chefe. Nesse período, participou da reformulação do telejornal, que passou a adotar um formato mais dinâmico, com maior interação entre os apresentadores, entradas ao vivo de repórteres e comentaristas e uso ampliado do estúdio.

A carreira de Renato Machado no jornalismo começou em 1969, no Jornal do Brasil. Em 1982, ingressou na TV Globo e participou da cobertura da Guerra das Malvinas, um de seus primeiros grandes trabalhos na emissora.

No ano seguinte, tornou-se correspondente em Londres, de onde acompanhou acontecimentos históricos, como os atentados terroristas em Paris, em 1986, e o desastre nuclear de Chernobyl. Ao retornar ao Brasil, em 1988, passou a atuar como repórter especial.

Em 1990, deixou a Globo para trabalhar na TV Manchete, onde cobriu a Guerra do Golfo. Retornou à emissora em 1991 e, nos anos seguintes, participou da cobertura de fatos marcantes da história brasileira, como o impeachment do então presidente Fernando Collor e a morte do piloto Ayrton Senna.

Em depoimento ao projeto Memória Globo, Renato definiu o telejornalismo como um processo permanente de aprendizado.

Para ser telejornalista, é necessário um acúmulo de conhecimento. É uma troca. Um universo de aprendizado em que, a cada dia, você vê que erra”, afirmou.

Em setembro de 2011, voltou a Londres como correspondente internacional. Nesse período, cobriu acontecimentos como os ataques ao jornal francês Charlie Hebdo, em 2015, a crise econômica na Grécia e produziu reportagens especiais sobre diferentes países da Europa.

Apaixonado por vinhos, também produziu para o Jornal Hoje uma série sobre a região da Provença, na França, explorando a cultura, a gastronomia e a produção da bebida. Em janeiro de 2016, encerrou sua passagem como correspondente e retornou ao Brasil.

De volta ao Rio de Janeiro, passou a atuar como repórter especial do Globo Repórter. Um de seus trabalhos de maior destaque foi a reportagem “A arte como passaporte”, exibida em 2016, que mostrou como projetos de música e dança transformavam a vida de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. A produção foi indicada ao Emmy Internacional na categoria Atualidades.

Renato Machado deixa um legado marcado pela credibilidade, pelo rigor jornalístico e por contribuições relevantes à televisão brasileira. Ao longo de décadas de carreira, tornou-se uma das principais referências do telejornalismo no país.

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