Superação

Mulher viraliza trocando pneu de caminhão, mas história por trás do vídeo emociona as redes

Mãe transforma dor em força e assume borracharia após filho ser morto.

Por Redação | AF Notícias 1.410
Comentários (0)

08/07/2026 14h50 - Atualizado há 1 semana
Luzia assumiu borracharia após morte do filho, em fevereiro de 2025

Notícias do Tocantins - Um vídeo gravado em uma borracharia de Divinópolis do Tocantins ganhou grande repercussão nas redes sociais ao mostrar a empreendedora Luzia Marinho Chaves, de 44 anos, conhecida como Neguinha do Bar, colocando a mão na massa em um serviço pesado. Nas imagens, ela aparece sobre a roda de um veículo de grande porte enquanto usa uma ferramenta para soltar a calota do pneu.

A cena chamou atenção pela força e pela disposição da trabalhadora, mas a história por trás da borracharia emocionou ainda mais os internautas. Luzia assumiu o negócio depois da morte do filho, Jeziel Chaves da Conceição, para quem havia comprado o estabelecimento.

A publicação foi feita no dia 12 de junho e rapidamente se espalhou pela internet. Durante a gravação, um conhecido brinca enquanto filma o trabalho da borracheira: “Precisou trocar pneu é aqui”.

Internautas elogiam força e coragem

Nos comentários, a rotina de Luzia recebeu uma enxurrada de elogios. Muitos internautas destacaram a força, a coragem e a determinação da empreendedora.

“Essa é uma grande guerreira”, escreveu uma mulher.

Outro usuário brincou: “O leão tem uma tatuagem dela no braço”.

Também houve comentários como “Essa é bruta”, “Aí é uma mulher de verdade” e “Essa tem pressão, parabéns, moça”.

Um comentário de uma caminhoneira também chamou atenção: “Nos meus 25 anos de carreteira no mundo, a coisa que eu me arrepio em ver é uma borracheira. Isso é a coisa mais linda do mundo”.

Além da borracharia, Luzia costuma compartilhar nas redes sociais a rotina no bar que administra em Divinópolis do Tocantins desde 2009.

Veja o vídeo

 

Borracharia era do filho

Por trás do vídeo que viralizou, há uma história marcada por dor, resistência e recomeço. Luzia contou que comprou a borracharia para o filho, Jeziel Chaves da Conceição. Após a morte dele, decidiu não vender o ponto e resolveu manter o negócio funcionando.

“Eu comprei essa borracharia para o meu filho. Aí mataram ele. Eu não quis vender a borracharia, fiquei com ela”, contou.

No início, ela contratava borracheiros para tocar o serviço. O problema é que os funcionários não ficavam por muito tempo. Foi então que Luzia decidiu aprender o ofício e assumir ela mesma o atendimento aos clientes.

“Comecei fazendo carro pequeno. Hoje eu faço caminhão também, faço trator. Chegou serviço, eu faço. Não vou deixar o cliente ir embora sem o serviço. Chega pneu estourado de manhã, de noite... a hora que chegar eu faço”, afirmou.

Hoje, ela atende desde veículos de passeio até caminhões e tratores.

Trabalho ajudou no luto

Luzia mora em Divinópolis há quase dez anos e divide a rotina entre a borracharia e o bar. Segundo ela, o trabalho também foi uma forma de enfrentar o luto após a morte do filho.

“No começo eu fiquei ruim demais. Mas hoje eu estou melhor, trabalhando, batalhando. A gente tem que trabalhar para poder esquecer”, disse.

A empreendedora afirma que manter a borracharia aberta foi uma forma de seguir em frente e preservar algo que havia sido pensado para o filho.

A rotina pesada, que inclui serviços em pneus de veículos grandes, acabou se transformando em símbolo de força para quem acompanha a história pelas redes sociais.

Filho foi morto dentro da borracharia

Jeziel Chaves foi morto em fevereiro de 2025 dentro da própria borracharia, em Divinópolis do Tocantins. O crime passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Em dezembro do mesmo ano, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra o soldado da Polícia Militar Felipe Augusto Lovato da Rocha, durante uma operação relacionada à investigação do homicídio.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao policial preso e a outro militar investigado no caso.

Segundo a Polícia Civil, o homicídio teria sido praticado por dois homens encapuzados. Com o avanço das investigações, a Justiça autorizou medidas cautelares contra os dois policiais militares, ambos na condição de investigados.

As investigações continuam com o objetivo de esclarecer integralmente o crime e responsabilizar todos os envolvidos, conforme os elementos de prova reunidos.

Comentários (0)

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Copyright © 2011 - 2026 AF. Todos os direitos reservados.