Polêmica nacional

Petição contra Erika Hilton na presidência da Comissão da Mulher passa de 60 mil assinaturas

Abaixo-assinado solicita aos líderes partidários que reavaliem a indicação.

Por Redação 546
Comentários (0)

12/03/2026 11h05 - Atualizado há 1 mês
60 mil contra Erika Hilton na Comissão da Mulher 60 mil contra Erika Hilton na Comissão da Mulher

Notícias do TocantinsUm abaixo-assinado hospedado na plataforma Change.org já ultrapassou a marca de 60 mil assinaturas e ampliou a repercussão nacional em torno da indicação da deputada Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados (CMULHER).

Intitulada “Pela Representatividade Feminina na Presidência da Comissão da Mulher”, a mobilização reúne manifestantes que contestam a escolha da parlamentar para comandar o colegiado. O debate ganhou força após declarações públicas de Erika Hilton defendendo a legitimidade de sua indicação e ressaltando a importância da representatividade nos espaços institucionais.

Paralelamente, outras deputadas federais também tornaram público o desacordo com a decisão, argumentando que a comissão foi criada com a finalidade específica de discutir e formular políticas voltadas a pautas historicamente associadas às mulheres — como saúde feminina, maternidade, combate à violência baseada no sexo e ampliação da participação política feminina.

Segundo os organizadores da petição, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher constitui um espaço institucional destinado a tratar das demandas relacionadas à condição feminina sob a perspectiva do sexo biológico, entendimento que, de acordo com o grupo, deveria orientar também a escolha da presidência do colegiado.

Entre os argumentos apresentados na mobilização estão a necessidade de priorizar temas como saúde da mulher, proteção contra a violência doméstica e políticas públicas voltadas às especificidades femininas, além da defesa de que a representatividade institucional leve em conta os fatores biológicos e sociais que fundamentaram a criação da comissão.

Os organizadores também afirmam que existem, no Congresso Nacional, outras comissões e frentes parlamentares dedicadas a pautas da população LGBTQIA+, defendendo que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher mantenha foco exclusivo nas demandas relacionadas às mulheres enquanto categoria biológica.

Diante do avanço das assinaturas, o abaixo-assinado solicita aos líderes partidários e à presidência da Câmara dos Deputados do Brasil que reavaliem a indicação para o comando da comissão, ampliando ainda mais a disputa política e simbólica em torno da presidência do colegiado.

 

Comentários (0)

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Copyright © 2011 - 2026 AF. Todos os direitos reservados.