Dia Mundial Contra a Raiva

Raiva humana é quase 100% fatal após sintomas, mas pode ser evitada com atendimento rápido

Mordida ou arranhão pode ser fatal: HDT alerta para risco da raiva.

Por Redação
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28/09/2026 10h48 - Atualizado há 1 semana
A principal forma de prevenção é evitar o contato com animais infectados

Notícias de Araguaína - Com uma das maiores taxas de letalidade entre as doenças infecciosas, a raiva exige atenção imediata após qualquer contato de risco com animais. Depois que os sintomas aparecem, a doença é praticamente 100% fatal. Por outro lado, quando a vítima procura atendimento rapidamente e recebe a profilaxia adequada, a infecção pode ser evitada em quase 100% dos casos.

O alerta ganha força neste 28 de setembro, Dia Mundial Contra a Raiva, data criada pela Aliança Global Contra a Raiva para ampliar a conscientização sobre uma doença que pode atingir seres humanos, animais domésticos e silvestres.

A transmissão ocorre principalmente por mordidas, arranhaduras ou pelo contato da saliva de um animal infectado com feridas ou mucosas.

Segundo o médico residente de Infectologia Marciairo Kumbuessa, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), o perigo está justamente na rapidez com que a situação pode se tornar irreversível após o surgimento dos sintomas.

“A raiva é praticamente 100% fatal após o início dos sintomas, mas é quase 100% prevenível quando a profilaxia é feita a tempo e de forma adequada”, alerta.

Mordida ou arranhão exige atendimento imediato

A principal orientação é evitar contato com animais desconhecidos, errantes ou silvestres, especialmente morcegos. Também é fundamental manter cães e gatos com a vacinação antirrábica em dia.

Em caso de mordedura, arranhadura ou contato da saliva do animal com alguma ferida ou mucosa, a primeira atitude deve ser lavar imediatamente o local com bastante água e sabão.

Depois disso, a orientação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível para que seja avaliada a necessidade da profilaxia pós-exposição.

O tratamento preventivo pode incluir a aplicação da vacina antirrábica e, em situações consideradas mais graves, o uso de soro ou imunoglobulina antirrábica.

“Não se deve esperar pelo aparecimento de sintomas para procurar atendimento, porque, nessa fase, a doença é quase sempre fatal”, reforça Kumbuessa.

Mesmo lesões aparentemente pequenas não devem ser ignoradas. Pessoas que frequentam áreas de mata ou mantêm contato com animais silvestres precisam redobrar os cuidados e evitar tocar, alimentar ou tentar capturar esses animais, principalmente morcegos.

HDT-UFNT recebe diretamente casos de exposição à raiva

Em Araguaína, o HDT-UFNT mantém atendimento direto a pessoas que sofreram acidentes com animais potencialmente transmissores da raiva.

A equipe avalia cada caso e, quando necessário, inicia imediatamente a profilaxia, com disponibilidade de vacina, soro e imunoglobulina antirrábica.

Nos casos suspeitos ou confirmados de raiva humana, o hospital também oferece assistência especializada e acompanhamento multiprofissional.

“O HDT-UFNT é porta aberta para casos do gênero. Em caso de mordedura, arranhadura ou outro contato de risco com um animal potencialmente transmissor da raiva, a pessoa pode procurar atendimento imediatamente”, afirma o médico.

A principal mensagem é simples: não espere sintomas. A rapidez entre a exposição e o início da profilaxia pode representar a diferença entre impedir completamente o desenvolvimento da doença e enfrentar uma infecção que, depois de instalada clinicamente, quase sempre leva à morte.

Sobre o HU Brasil

O HDT-UFNT integra a Rede HU Brasil desde 2015. A estatal foi criada pela Lei nº 12.550/2011, é vinculada ao Ministério da Educação e administra 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da Federação.

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