Atividade física traz ganhos importantes para a saúde mental.
Notícias do Tocantins - Celebrado em 10 de março, o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Sedentarismo serve de alerta para um problema que cresce silenciosamente em todo o planeta: a falta de atividade física. A data, destacada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), chama a atenção para os riscos do sedentarismo, associado a doenças como obesidade, hipertensão e diabetes.
Segundo a médica Cláudia Cunha, diretora clínica do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), incluir movimento na rotina diária é uma das medidas mais simples e eficazes para preservar a saúde.
Atividade física x exercício físico
A especialista explica que muitas pessoas confundem atividade física com exercício físico, embora os dois conceitos sejam diferentes.
A atividade física engloba qualquer movimento do corpo que gere gasto de energia, como caminhar, pedalar, subir escadas, trabalhar ou realizar tarefas domésticas. Já o exercício físico é planejado e estruturado, realizado de forma repetitiva com o objetivo de melhorar o condicionamento ou o desempenho.
“Os exercícios podem ter diferentes objetivos, desde melhorar a saúde até desenvolver desempenho esportivo. O importante é que a pessoa se movimente regularmente”, explica a médica.
Benefícios para corpo e mente
De acordo com a especialista, manter uma rotina ativa ajuda a prevenir e controlar diversas doenças crônicas, como problemas cardíacos, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer — enfermidades que, juntas, representam grande parte das mortes no mundo.
Além disso, o movimento traz ganhos importantes para a saúde mental, ajudando a reduzir sintomas de depressão e ansiedade, prevenir o declínio cognitivo e melhorar a qualidade do sono.
Entre os idosos, a atividade física também desempenha papel essencial na prevenção de quedas, na manutenção da massa muscular e na preservação da capacidade funcional.
Quanto se exercitar
A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que adultos pratiquem entre 150 e 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa.
Para crianças e adolescentes, a orientação é pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada. Já para idosos, além dos exercícios aeróbicos, é importante incluir atividades que trabalhem equilíbrio, coordenação e fortalecimento muscular, ajudando a reduzir o risco de quedas.
Uma ameaça silenciosa
Apesar dos benefícios conhecidos, o sedentarismo continua sendo um problema global. Dados da OMS indicam que cerca de 31% dos adultos no mundo não atingem os níveis mínimos recomendados de atividade física, o que representa aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas.
A falta de movimento está associada a maior risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer e problemas de saúde mental. “Pessoas fisicamente inativas apresentam de 20% a 30% mais risco de morte quando comparadas às fisicamente ativas”, alerta Cláudia Cunha.
Para reduzir os efeitos do comportamento sedentário, a recomendação é diminuir o tempo sentado, levantar-se a cada 30 ou 60 minutos, caminhar pequenas distâncias e optar por escadas em vez de elevadores sempre que possível.
Movimento também no hospital
A prática de atividade física não é importante apenas para pessoas saudáveis. Mesmo no ambiente hospitalar, o movimento pode fazer diferença na recuperação dos pacientes.
Segundo a médica, exercícios orientados por profissionais durante a internação ajudam a prevenir perda de massa muscular, melhorar a respiração, reduzir ansiedade e até diminuir o tempo de permanência no hospital.
Em unidades de terapia intensiva (UTI), a mobilização precoce é fundamental para evitar fraqueza muscular. Já no pós-operatório, cerca de 25 minutos diários de caminhada leve ou exercícios respiratórios podem trazer benefícios significativos.
“Cuidar da saúde também significa manter o corpo em movimento. Mesmo pequenas quantidades de atividade física, feitas regularmente, já trazem ganhos importantes para a qualidade de vida”, orienta a especialista.
Rede hospitalar
O Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins integra a rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares desde 2015. A empresa pública, vinculada ao Ministério da Educação, administra atualmente 45 hospitais universitários federais, que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e também atuam na formação de profissionais de saúde, pesquisa e inovação.
Acompanhe diariamente as notícias do Tocantins pelos nossos canais no WhatsApp, Telegram, Facebook, Threads e Instagram.