Conscientização

UFNT inaugura Banco Vermelho para lembrar vítimas e reforçar luta contra o feminicídio

Objetivo é sensibilizar a sociedade na luta contra a violência de gênero.

Por Redação
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10/03/2026 10h04 - Atualizado há 1 mês
Instalação do Banco Vermelho na UFNT

Notícias de Araguaína - A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) inaugurou, nesta segunda-feira (09/03), a instalação do Banco Vermelho no hall do bloco H do Centro de Ciências Integradas (CCI), em Araguaína, transformando o espaço em um marco permanente de alerta contra a violência de gênero dentro da comunidade acadêmica.

A ação integra uma mobilização nacional de enfrentamento à violência contra a mulher e reuniu estudantes, professores, técnicos administrativos e gestores da universidade em um ato simbólico de conscientização e reflexão.

A cerimônia contou com a presença do reitor Airton Sieben, do vice-reitor Nataniel Araújo, além de pró-reitores e representantes da comunidade universitária. Durante o evento, os participantes destacaram a importância de ampliar o debate sobre a violência de gênero e fortalecer ações de prevenção e apoio às vítimas, tanto no ambiente universitário quanto na sociedade.

Símbolo de alerta e memória

De acordo com a professora Samara Leando, integrante da Comissão Permanente de Políticas para Mulheres da UFNT, o banco vermelho tem um forte caráter simbólico e educativo.

Segundo ela, a instalação funciona como um lembrete permanente sobre a gravidade da violência contra as mulheres, estimulando a comunidade acadêmica a discutir o tema, denunciar casos de agressão e apoiar vítimas.

A mobilização realizada no dia 9 de março ocorre simultaneamente em diversas instituições e espaços públicos do país. O objetivo é sensibilizar a sociedade sobre o feminicídio e outras formas de violência de gênero.

Movimento internacional

O Banco Vermelho é um símbolo internacional de conscientização. A iniciativa consiste na instalação de bancos pintados de vermelho em locais de grande circulação, acompanhados de mensagens educativas e orientações sobre canais de denúncia.

O movimento surgiu na Itália, em 2016, quando duas mulheres que haviam perdido amigas vítimas de feminicídio decidiram transformar o luto em um gesto de mobilização social. A cor vermelha representa o sangue derramado pelas vítimas, chamando a atenção da sociedade para a gravidade do problema.

No Brasil, a campanha ganhou força após ser difundida pelas ativistas Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que também perderam amigas em crimes de feminicídio. Com o crescimento do movimento em diferentes cidades, a iniciativa foi oficializada pela Lei Federal nº 14.942/2024, que prevê a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos como parte das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Informação e canais de denúncia

Na UFNT, o banco instalado no Centro de Ciências Integradas será acompanhado por uma placa informativa com dados sobre violência de gênero e orientações para quem precisa de ajuda.

Entre os canais divulgados estão o Ligue 180, central de atendimento à mulher em situação de violência, e o 190, para casos de emergência.

Com a iniciativa, a universidade busca estimular a reflexão e o engajamento da comunidade acadêmica no combate à violência contra a mulher, reforçando a importância da denúncia e da construção de uma cultura de respeito, proteção e igualdade.

Mais do que um objeto simbólico, o Banco Vermelho passa a funcionar na universidade como um espaço de memória, alerta e compromisso coletivo na luta contra o feminicídio.

 

símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio

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