Campanha “Um Sim pela Vida” destaca o diálogo familiar como parte importante da doação.
Notícias do Tocantins - Uma conversa dentro de casa pode ser o primeiro passo para salvar vidas. No Brasil, a doação de órgãos e tecidos após a morte depende da autorização da família. Por isso, quem deseja ser doador precisa comunicar essa vontade às pessoas mais próximas.
Durante o Setembro Verde, a Fundação Pró-Rim realiza a campanha “Um Sim pela Vida” e convida pacientes, familiares, colaboradores e toda a comunidade a conversarem sobre doação de órgãos com quem amam.
Falar sobre o assunto em família é uma forma de cuidado. Além de permitir que a vontade do possível doador seja conhecida, o diálogo ajuda os familiares a respeitarem essa decisão em um momento de grande sensibilidade.
A decisão começa em casa
A campanha vai além do convite tradicional para que as pessoas se tornem doadoras. O foco está na importância de abrir espaço para o diálogo dentro de casa, esclarecer dúvidas e conversar com respeito sobre uma decisão capaz de mudar a vida de muitas pessoas.
A mensagem é direta: quem deseja ser doador precisa contar à família. O Ministério da Saúde reforça que não é necessário registrar essa vontade em documentos ou cartórios. O mais importante é que os familiares conheçam a decisão e possam autorizar a doação quando ela for possível.
Quase 46 mil esperam por um rim
Dados do Painel do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, consultados em 27 de agosto de 2026, mostram que 49.519 pessoas aguardam por um transplante de órgão no Brasil. Desse total, 45.907 estão na fila por um rim.
Os números mostram a dimensão da espera pelo transplante renal, área diretamente ligada à atuação da Fundação Pró-Rim no atendimento a pessoas com doença renal crônica.
Em parceria com o Hospital Municipal São José, em Joinville, a instituição já realizou 2.147 transplantes renais. Somente nos sete primeiros meses de 2026, foram feitas 73,2 mil sessões de hemodiálise.
Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, um único doador falecido pode salvar mais de oito vidas e ainda beneficiar outras pessoas por meio da doação de tecidos. Podem ser doados coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas, córneas, pele, ossos e válvulas cardíacas.
Informação ajuda na decisão
A diretora clínica da Fundação Pró-Rim, Dra. Marina de Almeida Abritta Hanauer, médica nefrologista, CRM-SC 15178 e RQE 16510, destaca que a doação de órgãos e o transplante renal precisam ser tratados com informação segura e respeito aos critérios clínicos.
“O transplante renal é uma possibilidade terapêutica para pacientes elegíveis, sempre a partir de uma avaliação individual e do acompanhamento especializado. A informação ajuda pacientes e famílias a compreenderem esse processo com mais clareza”, afirma.
Para o presidente da Fundação Pró-Rim, Maycon Truppel Machado, a campanha busca levar o tema para a rotina das famílias. “A doação de órgãos é um tema que envolve informação, respeito e diálogo. Queremos convidar as pessoas a conversarem com suas famílias sobre essa vontade, para que ela seja conhecida por quem amam. Um sim informado e compartilhado pode representar continuidade para muitas vidas”, afirma.
Jingle e clipe levam mensagem ao público
A campanha também conta com o jingle e o clipe “Um Sim pela Vida”. A produção reúne pacientes, colaboradores e equipes das unidades da Fundação Pró-Rim em Santa Catarina e no Tocantins.
Por meio da música e de histórias, o clipe reforça a principal mensagem da campanha: uma conversa em família pode fazer diferença na vida de muitas pessoas.
O clipe “Um Sim pela Vida” será publicado nos canais oficiais da Fundação Pró-Rim durante o Setembro Verde.
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