Em Araguaína

Presos que simularam suicídio ao matar colega de cela são condenados a 20 anos

O crime ocorreu em novembro de 2014. Os condenados ainda tentaram simular que a vítima havia cometido suicídio.

Por Redação 574
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24/09/2018 16h45 - Atualizado há 1 ano
O crime ocorreu no Presídio Barra da Grota

O Tribunal do Júri condenou, nesta segunda-feira (24), Luciano Rocha Machado e Sandro Moraes Ferreira a 41 anos de reclusão pela morte de Wesley Pereira Soares.

O crime ocorreu dentro do presídio Barra da Grota, em Araguaína, norte do Tocantins, no dia 25 de novembro de 2014.

Em agosto deste ano, a Justiça já havia condenado outros dois detentos por participação no crime. Fauaze Silva Barbosa foi sentenciado a 20 anos de prisão e Weigh Pedro da Silveira recebeu pena de 17 anos de reclusão.

Consta no processo criminal que Luciano Rocha e Sandro Moraes cumpriam pena no Presídio Barra da Grota e Wesley era ameaçado por se recusar a fazer parte da facção criminosa a qual eles pertenciam.

Por esse motivo, Luciano e Sandro, acompanhados de outros detentos, mataram Wesley e tentaram simular um suicídio.

No dia do crime, os presos esperaram Wesley tomar um remédio para dormir e, nas primeiras horas do dia, provocaram lesões na cervical com a utilização de uma corda, semelhante à asfixia mecânica.

O juiz de direito Francisco Vieira Filho presidiu o julgamento e definiu a pena de cada acusado em 20 anos, sete meses e 15 dias de reclusão.

"A culpabilidade do delito, que é sua reprovabilidade e dos próprios autores, é maior que o normal, especialmente pelo fato de o crime ter sido praticado no interior de unidade destinada a cumprimento de pena, local que de forma alguma deveria servir de palco para ato tão grave e agressivo como esse”, disse.

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