Saúde

Empresa diz que 'nunca houve qualquer retaliação' a médico anestesista de Araguaína

Por Redação AF
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01/09/2017 10h25 - Atualizado há 1 mês
A empresa Araguaína Serviços de Anestesiologia (ASA) afirmou, em nota, que "não há e nunca houve qualquer perseguição e/ou retaliação" ao médico anestesista Maurício Teixeira, de 38 anos. Em entrevista, o profissional disse que estava sofrendo perseguições e tendo dificuldades para atuar em Araguaína. "Obviamente são inverídicas as afirmativas de perseguições, retaliações e dificuldades para exercer a profissão, entretanto, se assim sente o referido medico, deve-se exclusivamente a sua conduta antissocial e, aos seus constantes descontroles emocionais. Valendo mencionar, as constantes ameaças aos anestesistas, bem como, as injurias, calunias e difamações aos sócios da ASA", afirma a nota. A empresa existe há 28 anos em Araguaína e presta serviços de anestesiologia em hospitais regionais, municipais, filantrópicos, conveniados e clínica especializada. Além disso, a ASA possui contrato vigente com o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar, gestor do Hospital Municipal de Araguaína, e contrato de parceria com o São Lucas. Segundo a empresa, o médico Maurício Teixeira "não foi convidado a trabalhar em Araguaína". "Pediu para ser aceito no serviço de anestesiologia gerido pela ASA, no ano de 2013, aceitando todas as condições que lhe foram impostas", diz a nota. A nota afirma que os sócios da ASA abriram mão de parte de seus plantões para que o médico Maurício Teixeira tivesse "acesso à mesma proporção de serviços e de ganhos que os demais sócios". A SAÍDA DA EMPRESA Quando a saída do médico dos quadros da empresa, a ASA afirmou que "deu-se por razões pessoais do mesmo, que passou a discordar das condições impostas inicialmente pela empresa, não tendo qualquer relação direta e exclusiva com desvios de dinheiro". "Com sua saída, logicamente, o referido médico deixou de laborar nos serviços cedidos e contratados diretamente pela ASA, isto porque, deixou de existir o vínculo de prestador de serviços que o mesmo mantinha com a empresa", diz a nota. Já quanto aos desvios de recursos na empresa, a ASA disse ser inverídica a informação de que nenhuma providência teria sido tomada pela direção. "Os desvios foram detectados por relatório financeiro realizado dentro da empresa e por ordem de seus sócios, bem como, a assessoria jurídica requereu à Polícia Civil que viesse a investigar e indiciar o autor de tal crime contra a empresa", acrescenta. DESLIGAMENTO DA COOPANEST Atualmente, os médicos anestesiologistas que prestam serviços na rede pública do Tocantins são todos ligados à Cooperativa de Anestesistas do Estado do Tocantins. Conforme a ASA, a saída de Maurício Teixeira da Coopanest também ocorreu de forma 'voluntária'. "De fato, após a rescisão contratual com a ASA, o referido médico não estaria habilitado a prestar serviços na unidade referenciada de saúde, uma vez que, os plantões eram cedidos ao cooperados pertencentes ao grupo de trabalho da ASA. Entretanto, a COOPANEST determinou aos médicos a redivisão igualitária dos plantões entre os números de cooperados em Araguaína e, em relação aos planos de saúde, a escolha do médico é realizada pelo usuário", explica a nota. PROCESSOS JUDICIAIS A ASA diz que várias ações judicias cíveis e criminais foram propostas contra Maurício Teixeira, em razão das "ofensas proferidas pelo mesmo (injúria e difamação), bem como em razão das acusações de roubo e desvio de dinheiro (calúnia) e pelas ameaças proferidas pelo mesmo inclusive em locais públicos". Para a empresa, a propositura de representações criminais e ações cíveis por seus sócios "não pode e nem deve ser tido como perseguição ou retaliação", por ser o exercício regular de um direito. A ASA finaliza a nota dizendo que reafirma "seu compromisso para com a sociedade em geral, preceitos médicos e princípios imbuídos no código de ética medica e nas demais legislações em vigor".

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