Agressor diz que se sentiu ‘um monstro’ ao ver foto da ex-namorada com rosto mutilado

Agnaldo Araujo - |
Foto: AF Notícias
Momento em que o acusado foi apresentado na delegacia

O acusado de mutilar o rosto da ex-namorada com vários golpes de facão disse que se arrepende do que fez e pediu perdão pela covardia praticada. Ele disse que imaginava que a jovem tivesse morrido. Divino da Silva Marinho foi preso nesta terça-feira (21) pela Polícia Civil escondido numa chácara.

A jovem Milena Abreu de Moura, de 18 anos, foi encurralada e esfaqueada quando saía com amigas do show de comemoração do aniversário de Araguaína, na Via Lago, na madrugada do dia 15 de novembro. Ela sofreu vários cortes no rosto, na cabeça e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros em estado grave.

Segundo Divino, os dois tinham terminado o namoro há pouco dias, mas ele ainda dormiu na casa da jovem na noite anterior. “Eu ainda dormi na casa dela e no outro dia ela foi para a festa e lá beijou outro. Eu fui falar para ela que não aceitava isso e ela achou ruim e veio me bater. Como eu já estava bêbado e cego de ódio, fiz essa barbaridade aí”, contou.

Aos familiares e à jovem, Divino pediu “desculpa, perdão e que Deus ilumine a vida deles”. O acusado também disse que viu as fotos do rosto da jovem todo mutilado. “Eu me senti um monstro na hora, até chorei também. Eu gostava muito dela”, relatou.

Após a tragédia, Divino disse que quase não conseguia dormir pensando na ex-namorada. “Eu quase não estava dormindo, pensava nela toda vez que fechava os olhos“, afirmou. Ele também falou que estava esperando um advogado para se entregar à polícia.

A FUGA

Conforme apurado pelo AF Notícias, Divino fugiu do local do crime, roubou uma motocicleta em Araguaína e se dirigiu para Nova Olinda, distante cerca de 55 km. Lá, ele abandonou a moto e tentou roubar outras duas motocicletas, mas não obteve êxito.

Depois o agressor resolveu se esconder numa chácara próximo ao Distrito Agroindustrial de Araguaína (Daiara).

Nessa chácara, ele mantinha contato frequente com alguns familiares e a Polícia Civil descobriu. Um GPS foi instalado no veículo de um parente dele, enquanto estava na oficina, e assim os policiais conseguiram localizar o paradeiro do agressor.

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