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Após acidente, mãe de seis crianças fica paraplégica e implora por cirurgia no HRA

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação

Márcia Costa//AF Notícias 

A cozinheira Maria Keila Nunes, de 34 anos, mãe de seis filhos, aguarda uma cirurgia no Hospital Regional de Araguaína há mais 20 dias e reclama da demora no sistema público de saúde.

Maria Keila ficou paraplégica após um grave acidente de trânsito na Avenida Castelo Branco. Ela fraturou a coluna vertebral e precisa passar por procedimento cirúrgico para tentar recuperar os movimentos do corpo. A cirurgia ainda não foi realizada por falta de vaga na UTI do hospital, segundo a mulher.

Atualmente, a paciente passa também por tratamento contra trombose, problema que teria surgido devido aos vários dias que está deitada numa cama.

Apareceu a trombose na minha perna de tanto esperar pela cirurgia. Peço a todos do mundo que me ajude para ver se eu consigo um médico para fazer a cirurgia em qualquer lugar do mundo. Sou mãe de seis filhos e provedora do meu lar. Preciso andar para colocar comida em casa, deixar meus filhos na escola”, clama a mulher.

Além da longa espera pela cirurgia, a paciente reclamou do atendimento recebido dentro do Hospital Regional, além de problema no ar condicionado do quarto.

“Os médicos vêm aqui, mas não me explicam se meu caso é grave ou se eu ainda tenho chances de andar. Apenas pedem para eu mexer o pescoço e braço. Os servidores trabalham mal humorados, pois são poucos enfermeiros e médicos para muitos pacientes. O ar condicionado está com problema e o quarto fica muito quente”, desabafou.

Maria Keila afirmou também que as lixeiras do hospital estão transbordando de lixo, gerando risco de infecções. “Aqui dentro é um fedor enorme, as lixeiras estão lotadas. E o corredor está cheio de pacientes. Governador Marcelo Miranda, o que você está fazendo pela saúde no Estado?”, questionou.

A paciente conta que já trabalhou nas campanhas eleitorais do atual governador e também do deputado federal Carlos Gaguim, mas se arrepende. “Levantei bandeira para eles e agora estou ‘rodada’ nesse hospital. Se eu pudesse voltar no tempo não teria pedido voto para eles. Mandaram psiquiatra para dizer que estou louca porque divulguei os vídeos e contei a realidade. Acho que querem dar laudo falso. Eu não sou louca, sou uma mulher revoltada”, desafabou.

OUTRO LADO

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a paciente Maria Keila ainda não possui condições clínicas de ser submetida a procedimento cirúrgico em virtude de um quadro de trombose identificado durante a realização da bateria de exames pré-operatórios.

A secretaria explicou que a paciente segue sob os cuidados da equipe multidisciplinar do Hospital Regional de Araguaína, onde aguarda a melhora de seu estado clínico para que possa ser reavaliada e identificadas condições médicas para ser operada. 

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