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Associações saem em defesa de policial acusado de agressão: “é pastor, não tem arma e trabalha sozinho no plantão”

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Advogada disse que foi agredida fisicamente por policial dentro da Delegacia de Paraíso.

AF Notícias //Da Redação

Diversas associações que representam a Polícia Civil do Tocantins saíram em defesa do policial Márcio Parrião, que está sendo acusado de agredir física e verbalmente a advogada Iara Maria Alencar, de 63 anos, no último sábado (27/02), enquanto ela atendia um cliente na Central de Flagrantes de Paraíso do Tocantins.

As entidades divulgaram nota de repúdio contra a versão repassada pela advogada à imprensa e defenderam o policial. “Inicialmente informamos que o policial civil em questão, é pessoa integra e excelente profissional, além do treinamento adequado o policial é pastor evangélico, sendo pessoa de conduta ilibada e de ampla presteza“, disse a nota.

Quanto à acusação de abordagem ríspida e sob a mira de arma de fogo, como denunciado pela advogada, a nota diz que o policial sequer possui armamento, “seja de cunho pessoal ou institucional”, o que revela o completo descaso com o servidor no desempenho de suas atribuições, além de trabalhar sozinho na escala de plantão da unidade policial. “Não sendo verdadeira as imputações a ele atribuídas, de forma alguma foi empunhado qualquer arma de fogo em direção a advogada”, disse a nota.

Para as associações, o caso reflete “a mais pura soberba e abuso das funções da atividade advocatícia, que em ampla maioria é exercida com competência e dignidade”.

Um procedimento em desfavor da advogada também foi registrado. “Iremos acompanhar os passos seguintes, inclusive levando a conhecimento do conselho nacional da advocacia, não podemos tolerar que atitudes descabidas e com falsas alegações, revestidas sob o fato de ser mulher ou idosa, possam ser tidas como desculpas para encobrir atitudes desvairadas desta profissional”, atacou a nota.

As associações finalizaram a nota afirmando que são “respeitadores da legalidade e da transparência” e que todos os cidadãos tocantinenses são atendidos com respeito e dignidade, “sem preferências por cor, sexo, profissão ou nível se escolaridade”. “Temos orgulho em sermos Policiais Civis”, finaliza a nota.

A nota de repúdio foi assinada pela Associação dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (ASPOL/TO); Associação de Agentes Penitenciários da Policia Civil do Estado do Tocantins (AGEPENS/TO); Associação dos Agentes de Polícia civil do Estado do Tocantins (AGEPOL/TO); Associação dos Escrivães da Polícia Civil do Estado Do Tocantins (AEPTO) e Associação dos Policiais Civis Papiloscopistas do Estado do Tocantins (ASPA/TO).

Sinpol: “Chamamento à racionalidade”

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (SINPOL-TO),  que disse ser a “única entidade legítima para representar a Polícia Civil do Tocantins”, também divulgou nota chamando a OAB à racionalidade, não de maneira classista, “mas uma racionalidade maior, que afeta o verdadeiro macropapel que deve ser exercido pela Ordem na defesa precípua dos direitos e garantias fundamentais e humanos previstos em nossa Constituição da República, de 1988”.

Para o Sinpol, divulgar uma nota de repúdio, como fez a Comissão de Defesa e Proteção da Mulher da OAB, em nossa atual sociedade do espetáculo, “é como matar de morte a presunção de inocência, exarando um juízo antecipado de culpabilidade, soterrando a presunção de inocência, o contraditório e a ampla-defesa, encarcerando a dignidade humana,  retornando em pelo menos alguns séculos na história, quando se condenava primeiro para se processar depois”.

“Divulgar fatos ouvindo apenas um lado, por mais que seja uma reação de uma entidade classista na defesa de seu representado, não pode significar soterrar os princípios constitucionais tão caro ao nosso regime democrático de direito, este que deve ser zelado por todas as instituições, sejam elas policiais, judiciais, ministeriais e principalmente por parte dos advogados”, enfatizou a nota.

O Sindicato finaliza a nota afirmando que antes de manifestar opinião sobre quaisquer dos envolvidos, o papel constitucional da entidades é “exigir a apuração tão somente dos fatos, sem juízos de valores nem espetacularizações infundadas ou linchamentos midiáticos por meio de notas e notícias”.

Esta nota foi assinada também pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (COBRAPOL); Federação dos Policiais Civis da Região Norte (FEPOL); Associação dos Agentes de Necrotomia da Polícia Civil do Tocantins (ANNeTO), Associação das Mulheres Policias Civis do Estado do Tocantins (AMPTO) e Associação Atlética dos Policiais Civis de Araguaína (AAPCA).

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