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Comissão de Direitos Humanos da OAB se solidariza a familiares de policiais mortos e cobra concurso público

Redação AF -
Foto: Divulgação
PMs foram mortos no intervalo de dois dias.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins, divulgou nota na noite desta segunda-feira (04/03), prestando solidariedade aos familiares dos dois policiais militares mortos no final de semana. A entidade também cobra a realização urgente de concurso público para a segurança pública.

O primeiro caso aconteceu na sexta (1º) em Palmas, onde o soldado Ivan Borges de Lima, de 31 anos, foi morto ao tentar impedir um assalto. Os dois criminosos também morreram na troca de tiros. O segundo caso aconteceu na cidade de Colméia. O Sargento Paulo Pereira da Silva, 38 anos, foi morto com um tiro na cabeça ao tentar impedir uma briga.

Na nota, a Comissão sustenta que a segurança pública vem sendo “deixada de lado” no Tocantins e sustenta que o número atual de policiais militares no Tocantins é “muito baixo”.

“A cada dia, o Estado, pelo menos em termos financeiros, dá menos atenção à segurança. Seja não diminuindo desigualdades sociais e não dando opções de lazer para evitar que tantos e tantos jovens sejam conquistados pelo tráfico, seja não tendo efetivo para o policiamento preventivo. Vivemos em um Estado com 139 municípios e pouco menos de 3.100 policiais militares – menos de 23 policiais por município. Uma conta que não fecha e a realização de um concurso público é medida que se exige das autoridades”, destaca trecho da nota.

Nota na íntegra

“Nós, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins), lamentamos o que vem ocorrendo na questão da segurança pública no Tocantins, em especial neste último final de semana.

Ao expressar os nossos mais sinceros votos de pesar, queremos deixar claro nosso respeito e admiração a todos os profissionais que trabalham na segurança do Tocantins e nos solidarizamos com as famílias dos policiais militares que vieram a óbito em confrontos durante o final de semana.

Na sexta-feira, o soldado Ivan Borges de Lima, 31 anos, pai de dois filhos, foi morto em Palmas. No domingo, em Colmeia, a vítima fatal foi o sargento Paulo Pereira da Silva, 38 anos, também pai de dois filhos. Ele foi morto em serviço, ou seja, enquanto trabalhava para deixar o Estado mais seguro.

A cada dia, o Estado, pelo menos em termos financeiros, dá menos atenção à segurança. Seja não diminuindo desigualdades sociais e não dando opções de lazer para evitar que tantos e tantos jovens sejam conquistados pelo tráfico, seja não tendo efetivo para o policiamento preventivo. Vivemos em um Estado com 139 municípios e pouco menos de 3.100 policiais militares – menos de 23 policiais por município. Uma conta que não fecha e a realização de um concurso público é medida que se exige das autoridades.

A nobre atuação desses profissionais é de suma importância na garantia da segurança pública, especialmente no Estado do Tocantins, que vem sofrendo com o crescente aumento da violência nas suas mais variadas apresentações.

Entendemos que a aplicação dos direitos humanos cabe para todos, sem distinção, desta forma acreditamos ser justo e necessário que os envolvidos nos confrontos sejam investigados e julgados conforme a legislação vigente, buscando sempre a aplicação da lei para assim garantir a justiça.

Comissão de Direitos Humanos da OAB-TO”

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