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Ibope ‘errou’ dois terços das pesquisas em 2014, afirma Ataídes ao criticar resultados

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Pesquisas eleitorais geram dúvida na cabeça do eleitor

Depois da divulgação da primeira pesquisa eleitoral com os possíveis nomes ao Governo do Estado e Senado Federal, feita pelo IBOPE/Acipa, no último sábado (5), o senador Ataídes Oliveira (PSDB) passou a questionar os resultados apresentados e a credibilidade dos institutos. Segundo ele, o Ibope errou dois terços dos resultados das eleições em 2014, o que representa 66,6%.

Na recente pesquisa do Ibope, Ataídes aparece com 5% das intenções de voto ao Governo e 9% ao senado. “O desespero de quem quer chegar ao governo do Tocantins já apareceu. Usando as tradicionais pesquisas encomendadas. O Tocantins mudou”, disparou Ataídes em postagem no Twitter.

“Qual o grau de transparência das pesquisas eleitorais?  Como são elaboradas as perguntas e quem define as características demográficas do público entrevistado?”, questionou Ataídes. Ele apresentou um requerimento para que o assunto seja debatido na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).

“Os institutos de pesquisa têm falhado sistematicamente ao apontar candidatos favoritos país afora. O que está em jogo é a confiabilidade desse tipo de pesquisa”, alerta Ataídes.

Erros do Ibope no Tocantins

Um dos erros do Ibope, em 2014, foi na eleição para o governo do Tocantins, em pesquisa divulgada um dia antes das eleições. Marcelo Miranda aparecia com 59% e Sandoval Cardoso, 37%. O resultado foi bem diferente: Marcelo Miranda (PMDB) – 51,30% dos votos válidos, e Sandoval Cardoso (SD) – 44,72%.

Em 2016, às vésperas da eleição, o Ibope divulgou que Kátia Abreu venceria com 56% , e Eduardo Gomes, 31%. Porém, Kátia obteve 41,64% e Eduardo Gomes, 40,77; ou seja menos de 1% de diferença.

Manipulações

O senador tocantinense lembra que esse é um debate fundamental, uma vez que os resultados de pesquisas eleitorais têm influência enorme na decisão de eleitores. “Não raro, cidadãos utilizam os números apresentados pelas pesquisas para tomar decisões pragmáticas, tais como a escolha por um voto útil em detrimento de voto de princípios, ou ainda, a escolha de um candidato, entre dois, com mais potencial de enfrentamento de um terceiro”, observa ele, na justificativa do requerimento.

Outra preocupação é questionar se os tribunais eleitorais estão fiscalizando de maneira eficaz esse tipo de pesquisa, além de discutir iniciativas legislativas que possam torná-las mais transparentes e justas. “O que não podemos admitir, de forma alguma, são eventuais manipulações políticas ou o uso indevido de metodologias para favorecer um ou outro candidato”, destaca Ataídes.

Serão convidados para discutir o modelo usado nas pesquisas eleitorais os presidentes do Ibope, do Datafolha e da Serpes Pesquisa de Opinião e Mercado. Ataídes também quer ouvir o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, cientistas políticos e representantes do  Conselho Federal de Estatística.

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