Sobral – 300×100
Seet

Justiça arquiva inquérito sobre morte de PM em tiroteio com agentes da PF

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Sargento da PM do Tocantins morreu em troca de tiros com policiais federais, na cidade de Pindorama do Tocantins.

A Justiça Federal no Tocantins, com base em pedido do Ministério Público Federal (MPF), arquivou o inquérito policial que investigava a morte de um sargento da Polícia Militar do Tocantins em troca de tiros com a Polícia Federal (PF), em 2015, logo após um furto à agência dos Correios da cidade de Pindorama.

As provas periciais produzidas durante as investigações revelaram que os policiais militares e federais não tinham condições, naquele momento, de perceberem que se tratavam de duas forças policiais e não de criminosos, o que levou à troca de tiros. Para o MPF, os policiais federais agiram em legítima defesa, e por isso requereu o arquivamento do inquérito policial.

Entenda

Na noite de 2 de novembro de 2015, um grupo de assaltantes furtou a Agência dos Correios de Pindorama, distante 210 km de Palmas. Ao perceberem sons incomuns no local, populares acionaram a Polícia Militar e dois policiais se deslocaram a pé até o local. Quando chegaram nas imediações do prédio dos Correios, os PMs não viram nenhum assaltante, pois o crime já havia sido consumado e então eles ficaram ali fazendo as primeiras avaliações.

Policiais federais também foram informados do crime e se deslocaram, em uma van sem identificação, para as proximidades da Agência dos Correios. Ao chegarem, avistaram o sargento Wiratan Fraga dos Santos portando uma arma longa posicionado em frente à agência, abrigado ao lado de um poste de iluminação que estava com a lâmpada apagada.

Os policiais federais acreditaram que o homem próximo à agência seria um assaltante. Da mesma forma, os policiais militares acreditaram que os integrantes da van seriam os criminosos que estavam voltando ao local do crime.

Devido às circunstâncias verificadas no local, como a baixa luminosidade, a falta de identificação no veículo utilizado pela PF, que trabalhava disfarçada, o fato de não ser comum o trânsito de veículos, sobretudo vans, tarde da noite, no município e o uniforme incompleto do sargento, as partes presumiram mutuamente tratar-se de criminosos, o que desencadeou o trágico confronto entre as duas forças policiais. (Ascom MPF)

Comentários pelo Facebook: