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Magnata do sexo quer se candidatar à presidência: “O Brasil está uma zona e de putaria eu entendo”

Agnaldo Araujo - | - 965 views
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
O magnata e uma garota de programa no Bahamas Club

Do Bahamas Club, zona sul de São Paulo, ao Palácio do Planalto, em Brasília, com escala na prisão por quatro vezes sob acusação de explorar prostituição e também por supostamente colocar em risco o tráfego aéreo no Aeroporto de Congonhas.

Ser candidato à Presidência da República é o voo mais alto que Oscar Maroni, de 66 anos, dono do famoso ponto de encontro de prostitutas de luxo na capital paulista, prepara-se para alçar, após ser absolvido pela Justiça. “O Brasil está uma zona; e de putaria eu entendo“, diz.

As pretensões políticas do empresário aparecem em sua biografia autorizada “O Colecionador de Emoções” (ed. Matrix, 208 págs, R$ 39,90), que será lançada nesta quinta-feira (1º).

Autodenominado “magnata do sexo”, Maroni anuncia que vai entrar na disputa presidencial em caso de queda de Michel Temer, diante da possibilidade de o pleito de 2018 ser antecipado em face à grave crise institucional.

Credencia-se à disputa como espécie de Tiririca (PR) em versão “cafetão do bem”, explica. Com um discurso escrachado, o dono do Bahamas sonha em se transformar em fenômeno eleitoral, a exemplo do humorista que foi o segundo candidato a deputado federal mais bem votado em São Paulo nas eleições de 2014, com 1 milhão de votos.

Filiado ao PTdoB, Maroni começou um flerte com o PRTB, de Levy Fidelix. Teve mirrados 5.804 votos em 2008, quando tentou concorrer à Prefeitura de SP pelo PTdoB, mas acabou na disputa por uma vaga na Câmara Municipal. “Sabia que ia perder, só entrei para incomodar os caciques”, justifica-se.

Com o salvo-conduto das absolvições em diversos processos judiciais e se recuperando de uma depressão, Maroni pretende surfar na onda da Lava Jato e na descrença nos políticos tradicionais. Qualifica os ex-presidentes Lula e Dilma de “cafetões de pobre”.

Além do PT, do qual diz ter sido membro de carteirinha, ele detona o PSDB de Aécio Neves e demais partidos envolvidos nas investigações da Lava Jato.

Reserva elogios apenas para Sergio Moro, a quem chama de herói. Concedeu ao juiz à frente da cruzada anticorrupção entrada vitalícia gratuita no Bahamas Club.

Hotel de luxo

Após vencida a batalha para finalmente abrir o hotel de luxo, Maroni promete passar o bastão dos seus polêmicos negócios para os filhos. “Vou ser, literalmente, um vagabundo querendo transformar o Brasil. Por isso, já fundei a Ordem do Brasileiro Inconformado em busca da Justiça.

A declaração é feita do palco de pole dance no centro do Bahamas Club, reaberto em 2015. Nos tempos áureos, o local reunia 300 clientes e 200 garotas de programa a cada noite. “A Justiça decidiu que minha atividade é lícita“, diz Maroni.

Faturamento

Seu faturamento numa boa noite chega hoje a R$ 20 mil com venda de bebida e aluguel das suítes espelhadas. “As meninas aqui tiram fácil R$ 30 mil por mês. Elas cobram de R$ 300 a R$ 600 por programa”, afirma.

Caso não chegue ao Planalto, tem mais uma carta na manga: a igreja Maroniana, uma nova doutrina baseada no hedonismo.

“Eu e Jesus Cristo temos três pontos em comum: o amor ao próximo, o amor à liberdade e, bem, ele amava uma prostituta na época, Maria Madalena; eu amo todas as garotas de programa”, declara ele, na pele de candidato também a apóstolo do prazer, no capítulo final do livro.

(Fonte: Folha de São Paulo)

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