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Mais de 390 kg de drogas são apreendidos e 74 pessoas presas em 2016

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação/SSP
Mais de 390 kg de drogas já foram apreendidas no período de cinco meses no Tocantins

De janeiro até maio deste ano, a Polícia Civil do Tocantins apreendeu mais de 390 kg de drogas e prendeu, em flagrante, 74 pessoas no Estado, de acordo com dados parciais da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Os números refletem os resultados de ações policiais, principalmente, através de operações de combate ao tráfico de entorpecentes da Delegacia Especializada na Repressão a Narcóticos (Denarc).

De acordo com o secretário da SSP, Cesar Roberto Simoni, as ações de repressão ao tráfico de drogas, realizadas no decorrer deste ano, partem da qualidade investigativa do atual modelo de gestão da Polícia Civil, a partir de um planejamento estratégico estabelecido pela SSP e a Delegacia Geral.

O delegado titular da Denarc, em Palmas, Guilherme Rocha, fez um balanço positivo das operações. “Por meio de um trabalho ininterrupto de inteligência, a Polícia Civil deflagrou diversas operações policiais, e, via de consequência, apreendeu grande quantidade de entorpecentes e prendeu diversos traficantes”, comentou.

Em março deste ano, houve a incineração de drogas com entorpecentes apreendidos no segundo semestre de 2015 e início de 2016, somando um total de 94,6 kg de drogas, entre crack, maconha, cocaína e LSD.

Eixos de atuação de repressão às drogas

De acordo com o delegado da Denarc, o planejamento estratégico de ações de combate ao tráfico de drogas no Tocantins parte de dois eixos principais.

Há o combate ao microtráfico, intensificado por ações em bocas de fumo. Esses locais perturbam a vizinhança, ante ao grande fluxo de usuários e a algazarra decorrente. O outro eixo é a desarticulação de organizações criminosas do narcotráfico, que são responsáveis pela remessa de grandes quantidades de entorpecentes ao Tocantins”, explicou Guilherme Rocha.

A Polícia Civil tem intensificado as investigações aprofundadas de média e longa duração, que individualizam as condutas de cada integrante da quadrilha e estabelecem as conexões entre seus componentes, formando um verdadeiro organograma do grupo narcotraficante”, comentou o delegado.

Em todos esses casos, o delegado destaca a importância das denúncias anônimas feitas pela população. “Quase 80% das atuações partem de denúncias dos cidadãos. Elas que viabilizaram o grande trabalho realizado pela Denarc nesse primeiro semestre do ano. A população tem sido fundamental e precisa continuar fazendo sua parte”, completou Guilherme Rocha.

Importância do combate ao narcotráfico

Para Guilherme Rocha, o combate ao narcotráfico é importante devido a relação deste com outros crimes que assolam a sociedade. “O tráfico de drogas é a mola propulsora da criminalidade. Ele que fomenta a maioria de crimes, como assalto, furtos, receptação, dentre outros”, afirmou.

De acordo com o delegado, os resultados positivos de combate às drogas só são efetivos a partir de um trabalho conjunto de todo setor público, tanto das polícias, quanto de segmentos da educação, trabalho, serviço social, esporte, cultura e lazer.

“A repressão possui um papel importante, contudo, não é suficiente. Neste processo, a atuação da Polícia Civil é complementada pelo trabalho preventivo e de patrulhamento intensificado pela Polícia Militar, além de políticas públicas sociais do Estado”, finalizou. (SSP)

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