Oito presos em Araguaína por assaltos em residências; polícia investiga receptadores

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
Suspeitos presos durante a operação

A Polícia Civil prendeu oito suspeitos de praticar vários assaltos em Araguaína no âmbito da Operação Asepsis. Entre os presos está o taxista que deu ‘carona’ para criminosos logo após um roubo aos passageiros de uma van.

A operação foi deflagrada na segunda e terça-feira, dias 2 e 3, com o objetivo de prender acusados de assaltar residências. A polícia acredita que existe uma associação criminosa especializada nesse tipo de crime em Araguaína.

As investigações foram iniciadas pela Delegacia de Repressão a Roubos (DRR). Todos os presos foram apresentados no Complexo de Delegacias da Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (4). Segundo a Polícia Civil, mais de 800 assaltos já foram registrados em Araguaína em 2018.

Os presos durante a operação são: Edinaldo de Sousa Brito, 45 anos, o taxista; Manoel Lima Santos, 21 anos; Ítalo Eduardo Pereira de Castro, 25 anos; Francislei Ferreira da Costa, 31 anos; Ednam Rodrigues Leite, 22 anos; Lucas Pereira Alves dos Santos, 18 anos; Thiago da Silva Cipricio, 19 anos; Higor Rodrigues de Sousa, 21 anos.

Assaltos às residências

Segundo a polícia, os assaltantes pulam o muro, quebram portas de vidro ou madeira, arrebentam as janelas, entram nas residências e mantém os moradores como refém durante 30 minutos a 3 horas.

A polícia apontou Lucas com um dos que mais roubavam residências em Araguaína. Comparsa dele, um adolescente foi apreendido há cerca de um mês e relatou que a média de roubo era de um a cada dois dias. Eles atuavam com a ajuda do taxista.

O taxista

Segundo a polícia, vídeos de câmeras de segurança mostram o taxista chegando com o veículo na porta das residências. Os suspeitos descem, praticam o roubo e depois fogem no mesmo veículo do taxista.

Ele está envolvido em vários outros assaltos dessa natureza, além de ajudar a fuga dos criminosos que roubaram os passageiros de uma van, de acordo com a polícia.

Venda dos produtos

A Polícia Civil também destacou que há uma venda quase que instantânea dos produtos roubados das residências nos grupos de Gambira no Facebook e outros meios.

A polícia pediu que as pessoas não comprem produtos nas redes sociais sem nota fiscal. Quem age dessa maneira pode se preso por receptação.

A Operação Asepsis vai continuar com o objetivo de identificar e prender os receptadores.

Foto: Divulgação
Presos apresentados durante a coletiva

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