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Policial que atropelou e matou casal em Araguaína deve responder por homicídio doloso

Redação AF - |
Foto: Lívia Campos
Veículo do policial após atropelar o casal.

O policial militar Sayno Oliveira Silva, de 42 anos, envolvido no acidente de trânsito que resultou na morte do casal  Brenda Miranda Lima Ferreira e Lucas Alberto Rocha, será indiciado por homicídio doloso, com dolo eventual, que é quando o infrator assume ou aceita o risco de causar o dano.

O inquérito já foi concluído e responsabiliza também o militar pelo crime de lesão corporal de natureza grave e disparo de arma de fogo em via pública. As investigações foram realizadas pelo delegado Rérisson Macêdo.

Foto: Divulgação
O casal morreu após dar entrada no hospital

Segundo o inquérito, o policial dirigia em alta velocidade e embriagado quando colidiu na motocicleta em que o casal estava. Segundo testemunhas, a moto foi arrastada por vários metros.

Após o acidente, o militar ainda efetuou disparos para afastar as pessoas que se aproximavam da cena. O acidente aconteceu dia 01 de janeiro de 2017, no perímetro urbano da BR-153, na entrada no setor Nova Araguaína.

As vítimas chegaram a ser levadas ao Hospital Regional de Araguaína, mas não resistiram. Brenda Miranda Lima tinha 23 anos e deixou dois filhos. Já o namorado Lucas Alberto Rocha, de 25 anos, deixou um filho.

O policial militar chegou a ser internado na sala vermelha do Hospital Regional, mas recebeu alta quatro dias depois. Ele se apresentou na Delegacia para prestar depoimento e foi liberado para responder o processo em liberdade.

O delegado também indiciou a testemunha Félix Pereira de Melo pelo crime de falso testemunho. Ele estava com o policial no momento do acidente e disse em seu depoimento que Sayno não estaria em alta velocidade e nem teria ingerido bebida alcoólica naquele dia.

Em depoimento, o militar afirmou que transitava em velocidade de 50 a 60 km/h. Contudo, a perícia constatou que a velocidade era de 111,76 km/h. O máximo permitido na via era de 30 km/h.

Segundo o inquérito, testemunhas também afirmaram que Sayno e Félix estavam instantes antes do acidente em um bar no Bairro de Fátima, visivelmente alcoolizados, local em que o policial ainda teria agredido um cidadão usando sua arma.

O policial também foi indiciado por lesão corporal de natureza grave que foram provocadas no passageiro Félix Melo.

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