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Sindicatos e associações no Brasil repudiam ‘invasão’ de delegacia por PMs armados com fuzis

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
PMs saindo da delegacia em Paraíso

Vários sindicatos e associações de delegados no Brasil repudiaram a “invasão” do gabinete do delegado Cassiano Oyama, em Paraíso do Tocantins, praticada por policiais militares armados com fuzis. A ação ocorreu na quinta-feira (20).

Entre as entidades que repudiaram a ação estão: O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp); Associação dos Delegados de Polícia Civil do Acre (Adepol-AC); A Associação dos Delegados de Polícia do Paraná e o Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná.

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Tocantins (Sindepol-TO) manifestou “seu total e irrestrito apoio” ao delegado Cassiano Oyama e afirmou que “acompanhará o desenrolar dos fatos de perto, ofertando todo suporte”. A cúpula das polícias Civil e Militar já afirmaram que não existe rompimento entre as duas polícias.

O Sindpesp afirmou que os PMs que “invadiram” a delegacia foram desrespeitosos. “Em nítido desrespeito ao cargo de Delegado de Polícia, à Justiça e ao Estado de Direito, os militares resolveram, em nítida prática do crime de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), entrar na Delegacia de Polícia fortemente armados com fuzis e outros armamentos a fim de impedir que o Delegado de Polícia exercesse legalmente suas funções […]”, afirmou.

A Adepol-AC afirmou que espera ação por parte da cúpula de segurança do Tocantins. “A Adepol-AC também espera, por parte das autoridades judiciais, ministeriais e cúpula da Segurança Pública do Tocantins, atitudes drásticas que venham a coibir e prevenir novas ações atentatórias contra as investigações e consequentemente aos processos judiciais”, disse.

Já as entidades do Paraná afirmaram: “O uso de ameaça para intervir no inquérito policial (STJ, RHC 14.619) e a violação do gabinete do Delegado de Polícia (STJ, HC 298.763) são crimes, que devem ser devidamente apurados. Demonstrações de poderio bélico não podem impedir o correto prosseguimento da investigação criminal e a ulterior punição dos responsáveis”.

Entenda

A ‘invasão’ dos policiais militares ocorreu após a Polícia Civil prender dois PMs em cumprimento de mandados judiciais na última quarta-feira (19), durante a operação “Frutos Podres”, em Paraíso do Tocantins. Os policiais são suspeitos de repassar drogas e armas apreendidas em troca de informações e dinheiro.

Ainda durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual apreenderam drogas, como cocaína, maconha e crack, além de dinheiro falso na casa e na sala onde trabalham os policiais suspeitos.

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