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Taxa de desemprego sobe de 8,7% para 10,5% na região Norte no primeiro trimestre de 2016, mostra pesquisa

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
A taxa de desemprego subiu de 8,7% para 10,5%

A taxa de desemprego na região Norte do Brasil subiu de 8,7% para 10,5% no primeiro trimestre de 2016 comparado com o mesmo período de 2015, segundo mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com os dados, a taxa de desemprego no Brasil é de 10,9%. A pesquisa também aponta que o aumento na desocupação ocorreu em todas as regiões. Na Nordeste passou de 9,6% para 12,8%; no Sudeste de 8,0% para 11,4%, no Centro-Oeste de 7,3% para 9,7%; e no Sul de 5,1% para 7,3%.

No final do ano passado – quarto trimestre de 2015 – as taxas haviam sido de 10,5% no Nordeste, 9,6% no Sudeste, 8,6% no Norte, 7,4% no Centro-Oeste e 5,7% no Sul.

O indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar – o nível de ocupação – ficou em 54,7%. Apenas a região Nordeste obteve média inferior à do país, 49,0%. Já, o porcentual de empregados no setor privado com carteira de trabalho no período fechou em 78,1%; e o rendimento médio real habitual dos trabalhadores do Brasil foi de R$ 1.966. A maioria das regiões obteve rendimento acima da média nacional, com exceção do Norte e o Nordeste, com R$ 1.481 e R$ 1.323, respectivamente.

Impacto

Diante dos números apresentados, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) ressaltou a gravidade dos problemas enfrentados pelos gestores locais em diversos aspectos. A área de pesquisas da entidade salientou que a maioria dos entes municipais é de pequeno porte e o maior empregador nas regiões interioranas, mas por conta dos reflexos da crise, que têm se arrastado ao longo dos anos e foi agravada pelo cenário nacional, essas administrações têm promovido demissões para tentar fechar as contas no encerramento do mantado.

Além disso, a população dessas regiões menores tende a buscar por ocupação nos centros urbanos maiores, afetados também pela retração econômica. O que, segundo a Confederação, confirma os dados da pesquisa A Crise Pela Ótica dos Municípios Brasileiros, que teve versão atualizada e divulgada no mês de maio.

O levantamento da CNM mostra que uma das medidas mais adotada foi a redução do quadro de funcionários, seguida pela diminuição dos cargos comissionados, tomadas, respectivamente, por 56,2% e 54,5% dos municípios que estão efetivamente buscando saídas para o cenário de crise. Além disso, em 78% dos Municípios pesquisados houve crescimento de pedidos de auxílio financeiro, tais como empregos e cestas básicas.

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