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Zezé di Camargo diz que não houve ditadura militar no Brasil e causa polêmica

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Para o cantor, o Brasil não viveu uma ditadura militar

Márcia Costa//AF Notícias

O cantor sertanejo Zezé Di Camargo, irmão e par na dupla com Luciano, causou polêmica ao afirmar que não acredita que o Brasil tenha vivido uma ditadura militar. A declaração foi em entrevista à jornalista Leda Nagle, no YouTube.

A ditadura militar no Brasil defendida por alguns é o período de 1964 a 1985, época caracterizada pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime. Para o sertanejo, as pessoas confundem militarismo com ditadura.

“Eu vou falar um absurdo aqui para você, as pessoas vão me criticar, jornalistas vão falar de mim, achar que sou um maluco. (…) Muita gente confunde militarismo com ditadura, todo mundo fala ‘nós vivíamos numa ditadura’. Nós não vivíamos numa ditadura, nós vivíamos num militarismo vigiado”, disse.

Para o cantor, uma ditadura é o que está presente na Venezuela, Cuba, Hungria e Coreia do Norte. “O Brasil nunca chegou a ser uma ditadura daquelas que ou você está a favor ou você está morto”, afirmou Zezé.

Na entrevista, a jornalista fez questão de lembrar para o cantor que durante o período de 1964 a 1985 no Brasil não houve apenas prisões, mas confrontos e torturas. O sertanejo respondeu e deixou claro que o militarismo poderia reorganizar o Brasil.

Mas não chegou a ser tão sangrenta, tão violenta, como a gente vive até hoje, no mundo de hoje. Não dá para acreditar que muita gente ainda acredita que uma ditadura vai dar certo. Não quero isso jamais, mas eu imagino que o Brasil hoje precisaria passar por uma depuração. O Brasil até podia pensar no militarismo para reorganizar a coisa e entregar de novo, limpamos essa corja e está aqui o Brasil democrático de novo, como queria. Acho que o Brasil precisava passar por uma depuração dessas”, pontuou Zezé.

O cantor ainda afirmou que já foi convidado para ingressar na atual política brasileira e que políticos se impressionam com seus conhecimentos sobre a política do país. Porém, não aceitou o convite por achar que não tem vocação.

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