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Conflito: famílias são atacadas a tiros em acampamento ligado ao MST no Tocantins

Várias cápsulas de calibre .40 ficaram espalhadas pelo local.

Por Conteúdo AF Notícias 1.944
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18/10/2021 08h23 - Atualizado há 1 mês
Os conflitos na região vêm de um longo tempo, mas até então tinham ocorrido apenas ameaças

Famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que vivem no acampamento Dom Celso, em Porto Nacional (TO), foram alvos de um atentado a bala na última sexta-feira (15).

O advogado Cristian Ribas, representante dos moradores, informou que os disparos de arma de foto foram efetuados por pistoleiros que chegaram ao local em uma caminhonete. No momento do atentado, mulheres, crianças e idosos estavam no acampamento. Felizmente, ninguém se feriu.

Depois do ataque, várias cápsulas de calibre .40 ficaram espalhadas pelo local.

"Infelizmente, estamos observando uma escalada de conflitos e violências no campo. A gravidade dos fatos exige uma investigação séria e rápida para evitar repetição crônica desses episódios, a exemplo do recente assassinato no acampamento Maria Bonita, município de Palmeirante, fato ocorrido em agosto de 2021", lamentou Cristian Ribas.

O advogado afirmou que as famílias alvo do atentado moram no local há cerca de cinco anos e ocupam o lote 11 do Projeto Assentamento Retiro, área que, segundo ele, pertence ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Em nota, o advogado informou que “uma fazendeira da região, que se autodeclara proprietária da área, apresentou cópia de um instrumento particular de cessão de posse e, na sequência, homens em uma caminhonete efetuaram vários disparos de arma de fogo contra as famílias que estavam no local”.

Ainda na nota, o advogado relata que, no último dia 6 de outubro, trabalhadores da Prefeitura de Porto Nacional que faziam reparos na estrada que dá acesso ao acampamento foram ameaçados de morte.

O caso foi registrado na Central de Atendimento da Polícia Civil em Porto Nacional como tentativa de homicídio e será investigado pela 7ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os conflitos na região vêm de um longo tempo, mas até então apenas com ameaças.

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