Operação

Coronel da PM do Tocantins e outros policiais são presos suspeitos de integrar milícia no Maranhão

Milícia atuava em uma fazenda que é alvo de disputa de terras.

Por Conteúdo AF Notícias 2.757
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09/07/2024 08h38 - Atualizado há 6 dias
Coronel da PM do Tocantins, Deroci Putencio de Sousa, preso durante a Operação

Notícias do Tocantins - O coronel da Polícia Militar do Tocantins, Deroci Putêncio de Sousa, foi preso durante uma operação da Polícia Civil do Maranhão na zona rural do município de Fernando Falcão (MA). Ele é suspeito de integrar uma milícia naquele estado.

A ação aconteceu neste domingo (7/7), após denúncias de moradores da região. Segundo a polícia, o grupo armado fazia a segurança de um fazendeiro, que supostamente estaria ameaçando a população e causando prejuízo aos atuais moradores da região, que é alvo de uma disputa de terras.

Dez pessoas foram presas em flagrante, incluindo policiais penais do Pará, um sargento da PM do Maranhão e o coronel da PM do Tocantins, que ainda teria resistido à prisão. Há outras pessoas do Tocantins entre os presos. No momento da abordagem policial, o coronel não quis entregar um punhal e sua pistola, tendo entrado em luta corporal com os policiais civis.

Durante a operação foram apreendidas oito armas de fogo, uma grande quantidade de munições e aparelhos celulares.

Chama a atenção o salário do coronel da PM do Tocantins que faz parte da reserva remunerada. De acordo com o Portal da Transparência, ele ganha R$ 37.643,96.

O delegado da Polícia Civil do Maranhão, Cleosnaldo Brito, disse que os suspeitos faziam ameaças aos moradores para que fossem embora da região da propriedade rural.

"De início a gente não pode dizer que é uma estrutura do estado, porque seria muito prematuro. Mas sim eles utilizam um aparato de pessoas que detém porte funcional para fazer uma segurança. E lá na segurança eles estavam fazendo blitz, fazendo ameaça aos moradores e fazendo com que pessoas que estivessem lá na propriedade fugissem ou fossem embora. De certa forma truculência", contou.

Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados à penitenciária da região de Barra do Corda e os militares para a custódia militar.

O que diz a PM do Tocantins

Em relação à notícia sobre a prisão de um Coronel da Reserva da Polícia Militar do Tocantins, ocorrida no estado do Maranhão, no dia 08/10/2024, na cidade de Barra do Corda, a Polícia Militar reitera que ainda aguarda comunicação formal necessária das autoridades responsáveis, o que poderá ocorrer após a audiência de custódia, prevista para esta data, para então, emitir manifestação mais adequada sobre o caso.

No entanto, por oportuno, esclarece que o preso se encontra na condição de Policial Militar da Reserva Remunera (aposentado), e por essa razão, não dispõe de vínculo ativo e direto com a Instituição, muito embora ainda se encontra sujeito aos regulamentos disciplinares da corporação.

A Polícia Militar declara encontrar-se totalmente disponível para colaborar com as investigações e pronta para adotar todas as medidas porventura necessárias para a correção disciplinar de possíveis desvios de conduta de qualquer um de seus integrantes, ativos ou aposentados.

O que diz a PM do Maranhão

"A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informa que, durante uma operação da Polícia Civil do Maranhão na zona rural de Fernando Falcão, nove indivíduos foram presos em flagrante pelo crime de milícia armada, e uma décima pessoa foi conduzida até a delegacia, depôs e foi liberada.

A operação foi motivada por denúncias de um grupo armado oferecendo segurança a um fazendeiro, em detrimento dos atuais posseiros e proprietários de terras na região, ameaçando a população local. Entre os presos estão policiais penais do Pará, um coronel reformado da polícia militar de Tocantins e um sargento da polícia militar do Maranhão. Foram apreendidas armas, munições, celulares e veículos.

Em relação ao policial militar do Maranhão, a SSP comunica que será aberto procedimento pela corporação para apuração da conduta do sargento, que está sujeito às sanções previstas em lei.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), por meio da Delegacia Regional de Barra do Corda, continuará investigando o caso."

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