Prisão

Funcionário de fazenda ajudou assaltantes no roubo do próprio patrão, aponta investigação

O roubo ocorreu na fazenda no dia 27 de maio de 2020.

Por AF Notícias 3.103
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03/07/2020 11h48 - Atualizado há 1 mês
Francisco das Chagas Costa Leão, conhecido como ‘chaguinha’, de 34 anos

Um funcionário da Fazenda Canadá, localizada no município de Figueirópolis, foi preso pela Polícia Civil do Tocantins por suspeita de ter ajudado um grupo de assaltantes a roubar o próprio patrão.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido nesta sexta-feira (3) pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DRFRVA) e 90º Delegacia de Figueirópolis, sob a coordenação dos delegados Rossilio Correia, Anderson Case e Vando Rodrigues

Segundo a investigação, o funcionário Francisco das Chagas Costa Leão, conhecido como ‘Chaguinha’, de 34 anos, informou detalhes sobre a rotina do patrão a um membro do grupo.

O roubo ocorreu no dia 27 de maio de 2020 na fazenda onde Francisco trabalha. O grupo agiu com muita violência contra as vitimas e fugiu levando veículos, joias e uma grande quantia em dinheiro.

A polícia encontrou conversas telefônicas entre o funcionário e um membro da quadrilha. No diálogo, o funcionário informava a quantia em dinheiro guardada na casa do patrão; o melhor horário para o roubo; joias que estavam em posse das vítimas, dentre outras informações.

“Ele foi a pessoa que passou todas as informações privilegiadas para que o roubo fosse consumado e, em contrapartida, receberia parte do proveito do crime, estimado em R$ 20 mil”, disse a polícia.

Segundo a investigação, Francisco da Chagas foi ainda mais detalhista, fornecendo aos bandidos até uma planilha contendo a relação de cabeças de gado que haviam sido vendidas pelo patrão e a quantia recebida em dinheiro. Com essas informações o grupo saberia exatamente a quantia a ser roubada.

Três membros do grupo já se se encontram presos e suas fichas de antecedentes criminais revelaram que são contumazes na prática de roubos com extrema violência.

As investigações contaram com apoio do Grupo de Operações Especiais (Gote) e policiais militares de Figueirópolis.

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