Absolvido!

Justiça inocenta professor acusado de estuprar criança dentro de escola em Araguaína

Por Redação AF
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13/07/2017 20h34 - Atualizado há 1 semana
AF Notícias //Da Redação O professor Rodrigo Alves da Silva foi absolvido pela justiça da acusação de estupro de uma criança de 5 anos de idade na Escola Municipal Domingos Souza Lemos, localizada no Setor Jardim das Flores, em abril de 2016. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (13) pelo juiz Francisco Vieira Filho, da 1ª Vara Criminal de Araguaína. Atuou na defesa do professor o advogado Davi Santos Morais. Conforme a sentença, "após um exame exaustivo de todos os elementos colhidos tanto na fase investigativa quanto em juízo", não restou comprovado que o professor foi o autor do abuso sexual contra a criança. O professor teve a prisão preventiva decretada ainda durante a investigação e ficou foragido. Ele também perdeu o emprego. Com sua absolvição, o juiz revogou o mandado de prisão. O magistrado afirma que a criança foi vítima de abuso sexual e sua versão apresenta uma "lógica interna bastante estrutura", porém, não há provas de que foi o professor quem praticou o crime. Várias testemunhas suspeitam que o abuso tenha ocorrido fora da escola. Em depoimento, a criança relatou que foi abusada durante o recreio na quadra da escola e depois voltou à sala de aula normalmente, mas sua mãe só descobriu o fato ao ver sangue em seus lençóis, uma semana depois. Outras duas crianças teriam presenciado a cena. "A narrativa da vítima é completamente destituída de inúmeras outras provas testemunhais, as quais apresentam uma versão bastante diferente e capaz de impor dúvida razoável quanto à autoria", disse o magistrado. Conforme a decisão, as provas estão direcionadas, sobretudo, à demonstração de que o fato não ocorreu na forma contada pela criança e por sua mãe. Vários servidores da escola foram ouvidos em juízo, bem como as mães das duas crianças que teriam presenciado o fato, de onde se extrai "franca contradição", segundo a sentença. O juiz chama a atenção para o fato de que os professores se recolhem à sala da coordenação durante o intervalo, enquanto outra equipe acompanha as crianças nas atividades recreativas. Uma testemunha relatou que o professor, no dia do fato, ficou na sala na presença dos demais professores durante todo o tempo e, após o intervalo, retornou à sala de aula juntamente com a professora auxiliar. Outras testemunhas contaram que nenhuma anormalidade foi detectada pela direção, coordenação e professores no dia dos fatos, e que a criança retornou à sala de aula e não demonstrou qualquer problema ou queixa. "Se o abuso tivesse ocorrido da forma narrada, a criança teria ficado suja, machucada, sangrando, e pedido ajuda imediata às pessoas que estavam no local", disse uma das testemunhas. "As testemunhas que trabalham na escola destacam ser improvável que a criança tenha ficado sozinha a ponto de ser levada para uma quadra, ter sido abusada e retornar sem ninguém perceber", diz a decisão. SECRETÁRIO COMENTA O secretário municipal de Educação Jocirley de Oliveira, comentou a decisão e ressaltou o comprometimento dos servidores municipais. "As crianças da rede municipal sempre foram bem cuidadas dentro das escolas. Temos professores e servidores capacitados para zelar pelo desenvolvimento físico, cognitivo, cultural e social", destacou. VEJA OUTRO CASO EM ARAGUAÍNA http://afnoticias.com.br/justica-absolve-porteiro-acusado-de-aliciar-crianca-em-escola-de-araguaina-menina-mentiu-para-evitar-castigo/

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