Taguatinga

Marido é indiciado por matar esposa e depois registrar ocorrência de desaparecimento

Corpo da vítima foi encontrado às margens de um rio na zona rural.

Por Redação 996
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18/11/2020 08h20 - Atualizado há 10 meses
Caso ocorreu em Taguatinga

Um suposto crime de feminicídio, ocorrido na zona rural de Taguatinga (TO), no dia 15 de junho de 2020 foi completamente solucionado pela Polícia Civil nesta terça-feira (17).

O encerramento das investigações e a conclusão do inquérito policial apontam que o crime foi cometido por um homem de 44 anos, que era o companheiro da vítima, uma mulher de 51 anos de idade.

De acordo com o delegado Eduardo Nunes, responsável pelo caso, as investigações em torno do fato tiveram início no dia seguinte ao crime (16 de junho), quando o suposto autor procurou a sede da Delegacia de Taguatinga e registrou um Boletim de Ocorrência informando que sua companheira havia desaparecido e que a mesma sofria com problemas de saúde.

Na ocasião, o autor também informou que começou a procurar pela esposa e, no dia seguinte, encontrou seu corpo já sem vida às margens de um rio, próximo ao povoado Manoel Alves.

Contudo, alguns detalhes da versão apresentada pelo homem não convenceram a Polícia Civil. Deste modo, o corpo foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal para a realização dos exames periciais.

Nesse meio tempo, os policiais civis aprofundaram as investigações e descobriram que a vítima era constantemente agredida pelo suspeito e que ele era temido por vizinhos e demais moradores do local, já que era considerado muito agressivo.

No decorrer dos trabalhos investigativos, a Polícia Civil coletou mais indícios que apontavam para o fato de que havia ocorrido um crime e não uma morte natural como queria dar a entender o investigado.

Algumas semanas depois, os laudos do IML ficaram prontos e apontaram que a vítima teve a coluna cervical quebrada em dois lugares por conta da ação de um objeto contundente. Diante dos novos fatos, a autoridade policial pediu a prisão temporária do homem, que passou a ser considerado o principal suspeito de um crime de feminicídio.

Dessa forma, o homem foi preso pela Polícia Civil no mês de outubro. Com o esclarecimento da causa da morte, as equipes intensificaram as investigações e obtiveram ainda mais indícios de que, de fato, a mulher havia sido assassinada, sendo que na última incursão feita no imóvel que ela compartilhava com o suspeito, havia várias marcas de sangue em móveis e objetos.

Diante dos novos fatos levantados pela Polícia Civil, o delegado Eduardo Nunes concluiu as investigações e representou junto ao Poder Judiciário pela conversão da prisão temporária em preventiva.

Com base nas investigações da equipe de policiais civis da Delegacia de Taguatinga, o juízo da Comarca da cidade acatou o pedido e, nesta terça-feira, converteu a prisão temporária em preventiva. 

Com o encerramento das investigações, o inquérito foi remetido à jusiça e ao Ministério Público para que sejam tomadas as devidas providências.

O homem, que já se encontrava preso, continuará a na Cadeia Pública local.

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