Operação Estorno

Polícia do Tocantins viaja até São Paulo para prender operador financeiro de quadrilha

Grupo criminoso pagava boletos usando cartões clonados.

Por Redação 511
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18/09/2021 14h13 - Atualizado há 4 semanas
Quadrilha oferecia serviços nas redes sociais

A Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos do Tocantins cumpriu, nesta sexta-feira (17), mandados de busca e prisão na cidade de São Paulo e prendeu mais um integrante de um grupo criminoso suspeito de utilizar cartões clonados para efetuar pagamento de boletos, além da apreensão de equipamentos eletrônicos.

O homem, de 30 anos, é considerado o operador financeiro do grupo e, segundo os investigadores, ele recebia os pagamentos em sua conta e fazia a distribuição aos demais integrantes do grupo criminoso.

A operação da polícia tocantinense contou com apoio da 2ª Delegacia de Capturas (DOPE) da Polícia Civil de São Paulo. As investigações apontaram que um dos envolvidos na associação criminosa estaria baseado na capital paulista. Sendo assim, por meio do compartilhamento de informações com a Polícia Civil daquele estado, foi possível efetuar a prisão do homem, mediante cumprimento a mandado de prisão expedido pela Vara Criminal de Palmas.

No momento da captura, o indivíduo estava de posse de equipamentos eletrônicos, tais como notebook e aparelhos celulares, utilizadas nos golpes. Após ser detido, o homem foi encaminhado a uma das unidades prisionais da capital paulista, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário do Tocantins.  

Operação Estorno  

A operação Estorno teve sua primeira fase realizada no último dia 26 de agosto, em Palmas, e objetiva desarticular uma associação criminosa que é responsável por efetuar golpes pela internet. Para isso, o grupo utilizava perfis falsos, mas com fotos de pessoas reais, em redes sociais e ofertava pagamentos irregulares de boletos diversos, como contas de energia elétrica, água, e até mesmo mensalidades de faculdades.  

O delegado Claudemir Luiz Ferreira, da DRCC, disse que os suspeitos se utilizavam de cartões clonados com a finalidade de efetuar os pagamentos. 

"Os suspeitos criavam perfis falsos, mas com fotos reais de pessoas, nas redes sociais e passavam a oferecer os serviços de pagamentos dos boletos, mediante o pagamento de uma taxa. Ocorre que os meios utilizados para realizar os pagamentos eram cartões que tinham chips clonados, o que causava um enorme prejuízo para as vítimas, e rendia uma grande margem de lucro para os autores”, disse a autoridade policial.  

A operação terá continuidade para que os investigadores da DRCC possam identificar a possível participação de mais pessoas no esquema criminoso.

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