Caso em Caseara

Principal suspeito de armar emboscada para matar pescador no Tocantins é preso em Goiás

Motivo do crime seria disputa por terras ricas em madeira e propícias à extração ilegal no Pará.

Por Redação 757
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06/11/2020 10h51 - Atualizado há 1 ano
Crime ocorreu em Caseara

Um homem de 47 anos suspeito de matar um pescador, no final de junho deste ano, às margens do Lago Casé, em Caseara (TO), foi encontrado e capturado em Nerópolis (GO) no início da tarde desta quinta-feira (5).

O investigado fugiu da cidade logo após a Polícia Civil do Tocantins constatar, por meio de investigação, que ele era o principal suspeito do crime.

Em julho deste ano, a Polícia Civil do Tocantins deflagrou a operação 'Óbulo de Caronte' para desvendar o caso. Na ocasião, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos e uma pessoa que, em tese, prestou auxílio material no planejamento e consumação do delito foi presa preventivamente. Todavia, o principal suspeito já estava foragido.

Após o cruzamento de informações e da mobilização entre Polícia Civil do Tocantins, de Goiás e da Força Nacional, o homem foi localizado na residência de uma pessoa de sua família na cidade de Nerópolis (GO).

Ele foi preso preventivamente e, após os procedimentos legais cabíveis, foi recolhido na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida (GO), onde aguardará o recambiamento para o Tocantins.

O caso

Segundo o delegado Antônio Onofre, o pescador foi atingido com um tiro no tórax às margens do lago do Casé, próximo à sua residência, chegou a ser socorrido ao hospital da cidade, mas morreu minutos depois.

O crime teria ocorrido durante uma emboscada planejada e executada pelo suposto autor. A motivação, conforme o delegado, seria uma disputa por terras ricas em madeira e propícias à extração ilegal no Pará.

O delegado informou também que, no dia do crime, o suspeito e o suposto partícipe se apresentaram espontaneamente na 9ª Central de Atendimento da Polícia Civil em Paraíso do Tocantins e negaram envolvimento no caso.

Eles alegaram que tinham um álibi confirmando a versão deles e foram liberados. Contudo, após investigações da Polícia Civil, foi comprovado que o álibi era falso.

A operação

A operação ‘Óbulo de Caronte’ contou com o apoio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC - Paraíso do Tocantins) e da 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) - Paraíso do Tocantins.

O nome da operação se deve ao fato de ter sido encontrada, na cavidade oral do cadáver, uma moeda colocada por familiares supersticiosos. ‘Óbulo de Caronte’ trata-se de um termo de origem grega para retratar o costume de colocar uma moeda dentro ou sobre a boca de uma pessoa assassinada antes do seu sepultamento.

De acordo com a mitologia grega, a moeda, ou óbolo, destina-se a pagar o barqueiro que conduz as almas do mundo dos vivos para o mundo dos mortos, que na mitologia grega é chamado de Caronte.

Tradicionalmente, em algumas regiões do Brasil, o costume de colocar moedas na boca dos defuntos é uma superstição para que se evite a fuga do assassino ou para que se revele a autoria do crime.

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