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PF prende hackers no Tocantins e mais três Estados suspeitos de desviar R$ 10 milhões de contas bancárias

Por Agnaldo Araujo
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21/03/2018 08h27 - Atualizado há 1 mês
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) a operação 'Código Reverso', visando desarticular grupo criminoso especializado em fraudes bancárias pela internet no Tocantins, São Paulo, Goiás e Pernambuco. Mais de 100 policiais federais cumprem 43 mandados judiciais expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Palmas, sendo sete mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária, 11 mandados de intimação e 24 mandados de busca e apreensão. O grupo utilizava programas maliciosos para acessar remotamente os computadores das vítimas para realizar diversas transações bancárias eletrônicas fraudulentas como pagamentos, transferências e compras pela internet, burlando os mecanismos de segurança dos bancos, e gerando prejuízos da ordem de R$ 10 milhões só nos últimos 9 meses. A investigação, realizada pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos, chegou a um grupo criminoso constituído por hacker’s com conexões internacionais, inclusive criminosos cibernéticos do leste europeu. Os membros dessa organização apresentam alto padrão de vida e se utilizam, inclusive, de diversas empresas de fachada para movimentar e ocultar os valores obtidos por meio das atividades criminosas, investindo grande parte das vantagens ilícitas em moedas virtuais como a bitcoin, realizando lavagem de dinheiro. Foi determinado ainda a indisponibilidade de bens móveis e imóveis e o bloqueio das contas bancárias dos investigados, inclusive de moedas virtuais (Bitcoin). Além dos presos, também estão sendo intimadas a prestar esclarecimentos diversas pessoas com participação nas fraudes, inclusive empresários que procuravam os criminosos com a finalidade de obter vantagem competitiva no mercado e prejudicar a livre concorrência, e receber descontos de cerca de 50% para quitar os seus impostos, pagar contas e realizar compras, através de pagamentos feitos pelos criminosos em prejuízo à milhares de contas bancárias de diversas instituições bancárias. A operação, que representa o primeiro passo da operacionalização da renovação do Acordo de Cooperação Técnica entre a Polícia Federal e Febraban, entidade que representa os grandes bancos no país, na repressão das fraudes bancárias eletrônicas, é também resultado do trabalho em conjunto com as equipes de prevenção às fraudes dos bancos Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander. Os criminosos devem responder pelos crimes de associação criminosa do artigo 288 do Código Penal; falsificação de documento público e de uso de documento falso, previstos nos artigo 297 e 304, ambos do Código Penal.; furto qualificado, do artigo 155, §4º, II, além do crime de lavagem de capitais previsto no artigo 1º da lei 9.613/98 com redação pela lei 12.683/12. Somadas as penas podem chegar a mais de 30 anos de prisão. O nome da operação faz referência ao caminho inverso utilizado pela investigação para realizar o mapeamento da fraude.

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